31 de julho de 2025
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Gabinete de Segurança de Israel aprovou acordo de cessar-fogo na faixa de Gaza

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(Brasília-DF, 17/01/2025)   Nesta sexta-feira, 17, como foi anunciado o gabinete de segurança de Israel se reuniu e aprovou o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, que inclui a libertação de reféns, conforme fora anunciado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, e o governo do Catar. Durante a madrugada o Gabinete de Benjamin Netanyahu já tinha anunciado em sua conta no X que o acordo iria ser mantido.

O acordo será agora submetido à aprovação dos demais ministros do gabinete de Netanyahu antes da assinatura final. A Suprema Corte israelense ainda deve ouvir petições contra determinadas partes do pacto, embora muitos entendam que o tribunal não deverá intervir.

O acordo, que deve entrar em vigor no próximo domingo, poderá pôr fim aos combates e bombardeios na Faixa de Gaza e dar início à libertação de dezenas de reféns mantidos no enclave palestino desde os ataques terroristas do grupo islamista Hamas em Israel, em 7 de outubro de 2023.

O pacto anunciado na noite de quarta-feira permitirá a libertação de 33 reféns nas próximas seis semanas em troca da libertação de centenas de prisioneiros palestinos e da retirada das forças israelenses das áreas mais populosas de Gaza. Após a fase inicial, todos os reféns deverão ser libertados, com a retirada total das tropas de Israel do território.

Tensões de última hora

O gabinete de Netanyahu, havia acusado o Hamas de renegar parte do acordo em uma tentativa de "extorquir concessões de última hora", sem oferecer detalhes. Ele afirmou que o gabinete não iria se reunir "até que os mediadores notifiquem Israel de que o Hamas aceitou todos os elementos do acordo".

O Hamas, por sua vez, se disse determinado a respeitar o acordo conforme anunciado e negou uma suposta oposição ao pacto. Em comunicado, o grupo islamista disse que está "comprometido com o acordo de cessar-fogo anunciado pelos mediadores".

Um dos porta-vozes do grupo islâmico, Sami Abu Zuhri, acusou Israel de tentar "criar tensão em um momento crítico" e exigiu que o governo dos Estados Unidos aplicasse o acordo. "Não há espaço para debate ou para Netanyahu evitar implementar o acordo de cessar-fogo", afirmou.

Ultradireita ameaçou bloquear acordo

Ao menos dois membros ultradireitistas do gabinete de segurança expressaram oposição ao cessar-fogo.

O ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, ameaçou renunciar ao cargo se o governo aprovar o pacto. Ele disse que o acordo, no formato atual, era "imprudente" e "irresponsável" e que a libertação de centenas de militantes palestinos e a retirada de tropas israelenses de áreas estratégicas de Gaza "apagariam as conquistas da guerra", deixando o Hamas vitorioso.

O ministro das Finanças, o ultradireitista Bezalel Smotrich, também se opôs ao acordo, que chamou de "perigoso".

O Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, porém, disse acreditar que o cessar-fogo iria seguir conforme o planejado. "Estou confiante e espero plenamente que a implementação comece, como dissemos, no domingo", afirmou

(da DW e AFP. Edição: Política Real)