DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil expectativa da divulgação, finalmente do pacote de gastos do Governo Federal
Veja os números
(Brasília-DF, 07/11/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil expectativa para divulgação, finalmente, do pacote de gastos do Governo Federal.
Veja mais:
Nesta quinta-feira os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,3%), em dia de decisão de juros pelo Fed, para a qual se espera um corte de 25 bps nos Fed Funds, e de continuidade da temporada de resultados. Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,4%), em dia de reunião do Banco da Inglaterra. As bolsas chinesas fecharam em forte alta (CSI 300: 3,0%; HSI: 2,0%), impulsionada por dados fortes de exportações e expectativa de novos anúncios de estímulos fiscais.
Economia
O Fed deve cortar os juros em 0,25pp hoje, sem sinalizações futuras relevantes para além de um novo corte de 0,25pp em dezembro. O banco central da Inglaterra também deve reduzir os juros hoje.
IBOVESPA -0,24% | 130.568 Pontos. CÂMBIO -1,25% | 5,68/USD
Ibovespa
Na quarta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,2%, aos 130.341 pontos. O pregão repercutiu a vitória de Donald Trump e o aguardo dos investidores com a decisão de juros do Copom, que elevou a taxa Selic em 0,50 p.p. para 11,25% após o fechamento do mercado.
O principal destaque positivo do dia foi Gerdau (GGBR4, +9,6%), repercutindo a divulgação dos resultados referentes ao 3º trimestre de 2024, que vieram acima das expectativas do mercado (veja aqui o comentário). O papel também faz parte da nossa lista de ações que se beneficiam de um governo de Donald Trump (acesse aqui mais detalhes). Já na ponta negativa, temos Engie Brasil (EGIE3, -2,8%), também por conta de seus resultados do 3º trimestre, que decepcionaram o mercado.
Para o pregão de quinta-feira, todos os olhos estarão voltados para a decisão de juros nos EUA. Pela temporada de resultados, os destaques serão Alpargatas, Assaí, BR Partners, Caixa Seguridade, Natura, Lojas Renner, Petrobras, PetroReconcavo, Randoncorp, e Vivara. Já pela temporada internacional, teremos Airbnb, ArcelorMittal, Duke Energy, Kenvue, Vistra e Warner Bros.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira (6) com movimentação mista ao longo da curva. Nos mercados globais, os investidores repercutiram a vitória eleitoral de Donald Trump, fato visto como impulsionador dos ativos americanos em detrimento dos emergentes. No Brasil, no entanto, o mercado seguiu à espera do anúncio do projeto de cortes de gastos pelo governo, que deverá ser feito até o final da semana. A expectativa teve maior peso sobre o desempenho no mercado local. O DI jan/25 encerrou em 11,362% (alta de 0,1bp vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,975% (alta de 12,3bps); DI jan/27 em 13,045% (alta de 6,8bps); DI jan/29 em 12,99% (queda de 0,5bp). Já nos EUA, na esteira do resultado das eleições, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,27% (+8,0 bps) e os de dez anos em 4,42% (+16,0 bps).
No Brasil, o Copom votou por unanimidade por um aumento de 0,50 pp na taxa Selic, para 11,25%, conforme amplamente esperado. O comunicado que acompanhou a decisão foi semelhante ao anterior, destacando os riscos para as perspectivas de inflação e mantendo um tom duro sobre a política monetária futura. Considerando a perspectiva de inflação mais desafiadora e as projeções de inflação do Copom, elevamos nossa projeção para a taxa Selic ao final do ciclo de alta para 13,25% (12,00% antes).
Destaque hoje para o prováel anúncio das tão esperadas medidas de contenção de despesas. O ministro Fernando Haddad disse que os detalhes do pacote fiscal deverão ser divulgados hoje e que parte das reformas estruturais exige emenda constitucional.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)