DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil, mercado atento a divulgação da balança comercial de setembro
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(Brasília-DF, 04/10/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil o índice de destaque será a divulgação da mais recente balança comercial.
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Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,4%), encerrando a semana em tom mais otimista após adiamento da greve dos portos da costa leste, que tinha grande potencial de disrupção nas cadeias de suprimentos americanas às vésperas do período de festas de final de ano.
Na Europa, as bolsas operam em leve alta (Stoxx 600: 0,1%), enquanto Hong Kong deu sequência ao rali (HSI: 2,9%) ligado aos estímulos na China. Em Xangai, a bolsa permanece fechada ao longo de toda a semana devido a feriado.
Economia
No cenário internacional, o destaque será a divulgação do Payroll de setembro nesta manhã, após dados de mercado de trabalho surpreenderem positivamente ao longo da semana. Ontem, o PMI de serviços ficou levemente abaixo da prévia nos Estados Unidos, ao passo que o índice ISM de Serviços mostrou expansão em todas as categorias, exceto a de emprego. Ambos os indicadores se situam acima dos 50 pontos, o que sugere expansão neste setor da economia americana.
IBOVESPA -1,38% | 131.672 Pontos. CÂMBIO +0,57% | 5,48/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda de 1,4% ontem, aos 131.671 pontos, com 78 dos 86 papéis do índice fechando no campo negativo. O dia foi marcado por um aumento das preocupações dos investidores em relação aos conflitos no Oriente Médio, o que aumentou o preço do petróleo (Brent, +5,0%) e beneficiou as petroleiras (RECV3, +1,8%; PETR3, +1,3%; PRIO3, +1,1%).
O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi Natura (NTCO3, +2,6%), repercutindo o aumento da participação da gestora Baillie Gifford na companhia. Já a Assaí (ASAI3, -5,7%) ficou na ponta negativa, pressionada após notícia de que a companhia recebeu um termo de arrolamento pela Receita Federal no valor de R$ 1,3 bilhão (veja aqui o comentário).
O destaque desta sexta será o relatório de emprego de setembro nos Estados Unidos. No cenário doméstico, teremos a divulgação da balança comercial de setembro.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com abertura ao longo de toda a curva. A elevação das tensões entre Israel e Irã aumentou a aversão ao risco global, fazendo com que os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de dois anos fechassem em 3,70% (+7,0 bps) e os de dez anos em 3,85% (+6,0 bps).
Além disso, no Brasil, ocorreu o leilão de 8 milhões de LTNs e de 1,05 milhão de NTN-Fs, no qual o Tesouro conseguiu vender integralmente ambos os tipos de ativos com as maiores taxas do ano. O DI jan/25 fechou em 11,046% (alta de 3,4bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,305% (alta de 8,2bps); DI jan/27 em 12,36% (alta de 8,6bps); DI jan/29 em 12,42% (alta de 6,1bps).
No Brasil, o time XP Macro divulgou o relatório Macro Mensal de outubro, com destaque para revisão de inflação de 2024 de 4,4% para 4,6% e de 4,0% para 4,1% em 2025. O governo instituiu a taxação mínima de 15% sobre multinacionais por meio de MP publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta quinta-feira, com efeitos a partir de 2025. Na agenda de indicadores, haverá apenas a divulgação da balança comercial de setembro às 15h.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)