Pesquisa FGV-IBRE revela que só 36,26% dos trabalhadores questionados se dizem protegidos socialmente
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(Brasília-DF, 16/01/2026) Nessa quinta-feira, 15, o FGV IBRE divulgou a sua sétima edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho que aborda o tema da chance da proteção social.
O quesito desse tema perguntava para cada trabalhador a percepção deles sobre o grau de proteção social no país com base em sua experiência pessoal.
O resultado, com dados do trimestre findo em dezembro de 2025, mostra que a maioria dos respondentes (36,26%) afirma que se sentem protegidos em termo de proteção social e em uma eventual perda de trabalho.
Desde o início da pesquisa, em junho de 2025, essa é a primeira vez que essa parcela é a mais assinalada pelos respondentes.
No mesmo sentido, a parcela de respondentes que se consideram muito desprotegidos, registrou o menor valor nesse mesmo período (30,4%). Completando as proporções, 33,4% dos respondentes afirmaram que se sentem parcialmente desprotegidos, também o menor valor registrado desde junho de 2025. O saldo entre as duas opções extremas (proporção de pessoas que se sentem protegidas menos a proporção de pessoas que se sentem muito desprotegidas), chegou a ser de -4,8 pontos em agosto, e agora passa a ser de 5,7 pontos percentuais.
“O mercado de trabalho encerra 2025 em situação favorável, com taxa de desocupação no menor nível da série histórica e com evolução da população ocupada sustentada pelo avanço das ocupações formais. O resultado da sondagem corrobora esse cenário, ao mostrar que a maioria dos trabalhadores se sente protegido caso perdesse sua ocupação. A percepção de proteção é correlacionada com o emprego formal, por todos os benefícios que um emprego com registro pode proporcionar. A continuidade da evolução do emprego formal depende do ritmo da atividade econômica e a desaceleração em curso pode frear essa tendência favorável observada nesse indicador. Para 2026, a expectativa é de um mercado de trabalho ainda favorável, mas com um ritmo menos intenso do que observado em 2025”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.
Informações adicionais
A partir de julho de 2025, o FGV IBRE passou a divulgar mensalmente indicadores sobre a qualidade do emprego no país. Os dados serão divulgados mensalmente, com base em médias móveis trimestrais. As informações são obtidas pela Sondagem de Mercado de Trabalho (SMT), uma pesquisa mensal do FGV IBRE, feita com a população brasileira .
Os novos indicadores buscam complementar as informações existentes sobre o tema com dados exclusivos, derivados, principalmente, da percepção do trabalhador brasileiro sobre as condições de trabalho no momento. São consultadas pessoas de todos território nacional, em idade para trabalhar, e que respondem sobre seis diferentes temas:
• Satisfação com trabalho;
• Chance de perder emprego e/ou fonte de renda;
• Proteção social;
• Renda suficiente;
• Percepção geral sobre o mercado de trabalho;
• E expectativa para os próximos 6 meses do mercado de trabalho em geral.
Como a coleta de informações começou em 2025, ainda não é possível fazer comparações históricas e analisar o nível dos indicadores. Por esse motivo, os primeiros relatórios serão dedicados a explicar os temas escolhidos e em detalhar o(s) quesito(s) que fazem parte deste grupo. Em cada relatório dos próximos meses, o FGV IBRE destacará um tema específico em seus relatórios mensais da pesquisa. Nas tabelas finais são apresentados os resultados de todos os quesitos.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)