31 de julho de 2025
ECONOMIA

INFLAÇÃO: IGP-10 de janeiro chega a 0,29%, bem acima do visto em dezembro, informa FGV-IBRE

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Por Política Real com assessoria
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FGV IGP-10. de janeiro de 2026 Foto: Imagem do site da FGV-IBRE

(Brasília-DF, 16/01/2026) Na manhã desta sexta-feira, o FGV-IBRE divulgou a sua IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) que subiu 0,29% em janeiro, após alta de 0,04% em dezembro. Com esse resultado, o índice acumula alta de 0,29% no ano e queda de 0,99% nos últimos 12 meses. Em janeiro de 2025, o IGP-10 subira 0,53% no mês e acumulava alta de 6,73% em 12 meses.

“O Índice de Preços ao Produtor (IPA) foi influenciado principalmente pelo segmento de extração mineral, liderado pelo minério de ferro. Contudo, também há impactos de combustíveis, especialmente pelo álcool etílico hidratado (etanol), que apresentou alta de 4,59% no período, elevação que foi sustentada pelo menor estoque e demanda firme do período de entressafra. Os preços ao consumidor, sazonalmente no início do ano, apresentam maiores elevações no grupo Educação, em razão do início do novo ano letivo. Além disso, houve uma reaceleração nos preços dos alimentos, contribuindo para o avanço do IPC em relação a dezembro. Por fim, a forte alta nos custos da construção em janeiro decorre dos reajustes salariais e dos acordos coletivos do setor. Outro fator relevante foi a influência dos condutores elétricos, que registraram significativo repasse do aumento acumulado no preço do cobre.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

IPA-10 sobe 0,24% em janeiro

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,24%, invertendo o comportamento observado em dezembro, quando caiu 0,03%. Analisando os diferentes estágios de processamento, percebe-se que o grupo de Bens Finais apresentou desaceleração, passando de 0,12% em dezembro para -0,26% em janeiro. Seguindo o mesmo comportamento, o índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, passando de 0,31% em dezembro para -0,24% em janeiro. A taxa do grupo Bens Intermediários subiu 0,40% em janeiro, apresentando maior intensidade que dezembro, quando o índice subira 0,06%. O índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção) subiu 0,46% em janeiro, após alta de 0,08% mês anterior. O estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou aceleração da taxa em relação ao mês anterior, passando de uma queda de 0,18% em dezembro para uma alta de 0,48% em janeiro.

IPC sobe 0,39% em janeiro

Em janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,39%, superior à taxa de 0,21% de dezembro. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco apresentaram avanço nas suas taxas de variação: Vestuário (-1,30% para 0,87%), Alimentação (-0,19% para 0,50%), Transportes (0,23% para 0,40%), Despesas Diversas (0,00% para 0,11%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,16% para 0,22%). Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (1,86% para 1,27%), Habitação (0,28% para 0,08%) e Comunicação (0,10% para 0,00%) apresentaram recuo em suas taxas de variação.

INCC sobe 0,47% em janeiro

Em janeiro, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,47%, acima da taxa de 0,22% observada em dezembro. Analisando os três grupos constituintes do INCC, observam-se movimentações distintas nas suas respectivas taxas de variação na transição de dezembro para janeiro: o grupo Materiais e Equipamentos acelerou de 0,18% para 0,26%; o grupo Serviços recuou de 0,15% para 0,09%; e o grupo Mão de Obra avançou de 0,28% para 0,78%.

( da redação com informações da FGV-IBRE. Edição: Política Real)