DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e mercado atento a explicações da Secretário do Tesouro Nacional
Veja os números
(Brasília-DF, 03/10/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para explicações, em coletiva, da Secretário do Tesouro Nacional.
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Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,4%; Nasdaq 100: -0,3%), com persistência das tensões no Oriente Médio entre Israel e Irã. O mercado aguarda a divulgação de dados de emprego nos EUA, notadamente o Payroll, que serão importantes para que o Federal Reserve dimensione a magnitude do próximo corte de juros.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,6%), devido às tensões no Oriente Médio e a possibilidade que a União Europeia coloque tarifas sobre veículos elétricos chineses nessa sexta-feira. Em Hong Kong, a bolsa caiu (HSI: -1,5%) em movimento de correção após as fortes altas das últimas sessões, impulsionadas pelos estímulos divulgados pelo governo, em Xangai, a bolsa permanece fechada ao longo de toda a semana devido a feriado.
Economia
Conforme divulgado ontem no Relatório Nacional de Emprego ADP, o setor privado dos EUA registrou criação líquida de 143 mil ocupações em setembro. O resultado veio acima da geração de 103 mil postos em agosto, e surpreendeu a expectativa de mercado de 120 mil. Esses dados reforçam nossa visão de que as condições do mercado de trabalho americano estão desacelerando gradualmente (e não caracterizam um quadro de deterioração).
Na agenda internacional desta quinta-feira, destaque para a sondagem ISM do setor de serviços nos EUA. A mediana das estimativas aponta para 51,7 pontos no índice geral do setor terciário em setembro, praticamente estável em relação à leitura de agosto. Os analistas de mercado estarão atentos ao comportamento dos subíndices de novas encomendas, preços e emprego.
IBOVESPA +0,77% | 133.515 Pontos. CÂMBIO -0,33% | 5,44/USD
O Ibovespa fechou em alta de 0,8% ontem, aos 135.515 pontos, com 67 dos 86 papeis do índice fechando no campo positivo, liderados pelas ações cíclicas após elevação da nota de crédito do país pela Moody’s de Ba2 para Ba1, com perspectiva positiva e se aproximando do grau de investimento.
O principal destaque positivo da sessão foi Pão de Açúcar (PCAR3, +7,3%), devido à queda nos futuros. Já o principal destaque negativo foi Vamos (VAMO3, -6.7%), com investidores ainda digerindo a cisão de seu negócio de concessionárias – o papel acumula queda de 7,2% desde a notícia (leia nossa análise aqui).
Para o pregão de quinta-feira, teremos a publicação do PMI de serviços no Brasil e na Zona do Euro, e o ISM de serviços nos EUA, todos referentes ao mês de setembro. O foco da semana permanece no relatório de emprego de setembro dos EUA, a ser divulgado na sexta-feira.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com fechamento ao longo de toda a curva. No Brasil, a repercussão da elevação do rating do Brasil de ‘Ba2’ para ‘Ba1’ pela Moody’s com perspectiva ‘Positiva’, deu continuidade à retirada de prêmios de risco dos ativos locais vista no dia anterior. O DI jan/25 fechou em 11,008% (queda de 1bp vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,205% (queda de 5,8bps); DI jan/27 em 12,255% (queda de 6,6bps); DI jan/29 em 12,34% (queda de 6,6bps). No cenário global, a escalada do conflito no Oriente Médio elevou a percepção de risco dos investidores. Com isso, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de dois anos fecharam em 3,63% (+2,0 bps) e os de dez anos em 3,79% (+5,0 bps).
No Brasil, a produção industrial registrou leve avanço de 0,1% em agosto ante julho, em linha com as expectativas. Com relação ao trimestre móvel até agosto, por sua vez, o indicador subiu 2,2%, mantendo o cenário de recuperação da indústria ao longo de 2024. 18 entre as 25 classes de atividade industrial avançaram na comparação trimestral. Prevemos que o PIB crescerá 3,1% este ano.
Na agenda doméstica, por sua vez, o Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, concederá entrevista sobre o resultado primário do governo central de agosto. O déficit primário de R$ 22,4 bilhões no mês (R$ 100,0 bilhões no acumulado do ano) já foi divulgado no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, mas os dados completos serão publicados nesta manhã. Além disso, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participará de dois eventos públicos.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política real)