DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil expectativa dos números da indústria
Veja os números
(Brasília-DF, 02/10/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para divulgação dos números da indústria.
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Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,3%), após tensões no Oriente Médio entre Israel e Irã provocarem diminuição no apetite de risco dos investidores e um salto nos preços de petróleo e nas ações de empresas de defesa. Na frente eleitoral, ontem ocorreu o debate entre os candidatos à vice-presidência nos EUA, marcado por um tom mais moderado que os debates presidenciais já realizados. A semana conta com a divulgação de dados de emprego nos EUA, notadamente o Payroll, que serão importantes para que o Federal Reserve dimensione a magnitude do próximo corte de juros.
Na Europa, as bolsas operam em leve queda (Stoxx 600: -0,1%), com temores relacionados à escalada de tensões no Oriente Médio. Em Hong Kong, a bolsa voltou a subir em momentum ligado aos estímulos divulgados na semana passada (HSI: 6,2%), e em Xangai, a bolsa permanece fechada devido a feriado.
Economia
Nos Estados Unidos, os dados de emprego do relatório JOLTS mostraram uma alta inesperada no número de vagas de empregos disponíveis, indicando que o mercado de trabalho continua com um bom desempenho. Por sua vez, as pesquisas ISM e o PMI da S&P para o setor mostraram que o setor manufatureiro continua em contração pelo sexto mês consecutivo, levantando preocupações sobre a desaceleração da economia. No Brasil, a agência de crédito Moody’s elevou a nota de crédito soberano de Ba2 para Ba1, uma nota abaixo do chamado “grau de investimento”, e manteve a perspectiva positiva para a classificação do Brasil. A mudança, segundo a agência, veio na esteira crescimento mais robusto do que o estimado anteriormente e um histórico crescente de reformas fiscais e econômicas.
Na agenda do dia, destaque para a divulgação dos dados de emprego no setor privado do ADP nos Estados Unidos, com expectativa de criação de 120 mil vagas, e o indicador antecedente de serviços e composto Jibun PMI para o Japão.
IBOVESPA 0,51% | 132.495 Pontos. CÂMBIO 0,31% | 5,43/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 0,5% ontem, aos 132.495 pontos, impulsionado pelas petroleiras, lideradas pela Petrobras (PETR3, +2,7%; PETR4, +2,7%), devido à alta do Brent de 2,5% após aumento das tensões no Oriente Médio.
O principal destaque positivo da sessão foi MRV (MRVE3, +4,6%), com investidores considerando positiva a venda do empreendimento da Resia, nos EUA. Já o principal destaque negativo foi Assaí (ASAI3, -4,7%), ainda repercutindo a notícia de que a empresa recebeu um termo de arrolamento de ativos da Receita Federal (leia nossa análise aqui).
Para o pregão desta quarta-feira, teremos a publicação da produção industrial no Brasil de agosto. O foco da semana permanece no relatório de emprego de setembro dos EUA.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com forte fechamento ao longo de toda a curva. Domesticamente, a elevação do rating do Brasil de ‘Ba2’ para ‘Ba1’ pela Moody’s com perspectiva ‘Positiva’, levou à retirada de prêmios de risco dos ativos locais. O DI jan/25 fechou em 11,01% (queda de 0,5 bp em relação ao pregão anterior); o DI jan/26 em 12,225% (queda de 10 bps); o DI jan/27 em 12,255% (queda de 12,5 bps); e o DI jan/29 em 12,34% (queda de 11,5 bps).
No cenário global, apesar da escalada do conflito no Oriente Médio, a desaceleração da inflação na Europa, juntamente com dados de emprego acima do esperado nos EUA, levou a um fechamento das taxas internacionalmente. Com isso, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de dois anos fecharam em 3,61% (-5,0 bps) e os de dez anos em 3,74% (-7,0 bps).
No âmbito doméstico, os dados de produção industrial devem mostrar um pequeno crescimento de 0,2% ante o mês anterior, e de 2,4% em base interanual.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)