31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para divulgação da prévia da inflação, o IPCA-15

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 25/09/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e o destaque do dia é a divulgação da prévia da inflação, o IPCA-15.

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Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,3%), que pode ser atribuída a um movimento de realização de lucros após sequência de pregões positivos impulsionados pelo início do ciclo de cortes de juros do Federal Reserve.

Na Europa, as bolsas operam mistas, e o índice pan-europeu tem leve queda nesta manhã (Stoxx 600: -0,1%), após anúncio de estímulos na China ajudar a impulsionar as bolsas europeias ontem. Na China, as bolsas voltaram a apresentar forte alta (CSI 300: 1,5%; HSI: 0,7%), ainda que em magnitude menor que imediatamente após o anúncio das medidas do governo. Detalhamos aqui os principais anúncios do pacote de estímulos, assim como seu impacto.

Economia

Nos Estados Unidos, os dados de confiança do consumidor do Conference Board divulgados nesta terça-feira mostraram um recuo importante e ficaram bem abaixo das expectativas, indicando menor disposição dos consumidores a ampliar gastos. Na China, o banco central (PBoC) divulgou o maior pacote de estímulos desde a pandemia para voltar atingir a meta de crescimento do governo. Dentre as medidas, estão a redução de reservas obrigatórias, liberando recursos para novos empréstimos, e redução de taxas de juros de curto e médio prazo.

IBOVESPA +1,22% | 132.156 Ponto.      CÂMBIO -1,30% | 5,46/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 1,2% ontem, aos 132.156 pontos, repercutindo o anúncio de uma série de estímulos do Banco Central da China.

Os principais destaques positivos do dia na Bolsa brasileira foram as ações de mineradoras e petroleiras como CSN, Brava e Usiminas (CSNA3, +9,4%; BRAV3, +8,7%; USIM5, +7,7%), após o aumento do preço do minério de ferro (+5,1%) e do petróleo (Brent, +1,7%), causados pelo maior otimismo com a economia chinesa, e com Brava também se beneficiando de um movimento técnico, após o papel já ter caído mais de 26% em setembro. Na ponta negativa, destaque para Azul (AZUL4, -5,0%), ainda repercutindo a grande volatilidade do papel por conta das negociações com arrendadores de aeronaves (veja aqui o comentário).

Para o pregão desta quarta-feira, teremos, no Brasil, a divulgação do IPCA-15 de setembro. No cenário internacional, serão divulgados dados de vendas de casas novas nos EUA de agosto.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com forte fechamento ao longo da curva. No Brasil, a ata da última reunião do Copom reforçou o tom duro do Banco Central, reiterando a necessidade de uma política monetária restritiva e gradual, levando os investidores a reduzirem a precificação de risco nos ativos locais. DI jan/25 fechou em 11,02% (queda de 1,5bp vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,14% (queda de 14,9bps); DI jan/27 em 12,165% (queda de 24,8bps); DI jan/29 em 12,265% (queda de 29,6bps). Na China, o anúncio de novos estímulos econômicos de grande proporção foi visto como positivo pelo mercado, levando a um movimento de tomada de risco global. Os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de dois anos fecharam em 3,49% (-8,0bps) e os de dez anos em 3,74% (-1,0bp).

No Brasil, a ata do Copom apontou que os preços continuam pressionados por uma economia mais aquecida. Acreditamos que a mensagem do Copom está em linha com nosso cenário um aumento de juros mais forte na próxima reunião, de 0,5 p.p.

Na agenda do dia, destaque para a divulgação do IPCA-15 de setembro, que deve mostrar um avanço de 0,29% nos preços em relação ao período anterior, segundo nossas estimativas. As medidas de núcleos e os serviços subjacentes, por sua vez, devem crescer a 0,30% e 0,31%, respectivamente.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)