DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque para divulgação de relatório de despesas apontando para novo bloqueio do orçamento
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(Brasília-DF, 20/09/2024). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais operam em queda e no Brasil atenção para relatório bimestral de despesas com promessa de novo bloqueio no orçamento.
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Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,4%), após a alta do dia anterior.
Na Europa, as bolsas também operam em queda (Stoxx 600: -0,7%), com o destaque econômico da região para hoje sendo a divulgação dos dados de confiança ao consumidor de setembro.
Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI300: +0,2%; HSI: +1,4%), mesmo após o Banco Central do país surpreender o mercado e manter as taxas de juros de 1 e 5 anos inalteradas.
Por fim, a Bolsa no Japão fechou em alta (Nikkei 225: +1,5%), repercutindo a decisão do Banco Central do país, que também manteve a taxa de juros inalterada, aliviando as preocupações do mercado em relação a um possível novo aumento.
Economia
Conforme esperado, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve sua taxa básica de juros em 5,00%, após iniciar o ciclo de flexibilização monetária em agosto. O comunicado pós-decisão reforçou que “a política monetária deve permanecer restritiva por um período suficientemente prolongado”. Apesar de o Fed ter reduzido sua taxa de juros de referência em 0,50 p.p. na última quarta-feira, continuamos a projetar cortes trimestrais de 0,25 p.p. como o cenário mais provável para o BoE. Prevemos a próxima redução em novembro. Nosso cenário-base projeta a taxa de juros terminal entre 3,25% e 3,50%.
O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve sua taxa de juros de referência em 0,25%, em linha com as expectativas. De acordo com o comunicado pós-decisão, “o consumo privado permanece em trajetória de crescimento moderado, a despeito do impacto da alta de preços e outros fatores” (tradução própria). Com a solidez da atividade econômica, a maioria dos analistas de mercado projeta que o BoJ voltará a subir juros em sua reunião de dezembro. Ainda na Ásia, o Banco Popular da China (PBoC, na sigla em inglês) também deixou suas taxas de juros de referência inalteradas. A taxa de empréstimos de 1 ano permaneceu em 3,35%, enquanto a taxa de 5 anos segue em 3,85%. A maioria dos agentes de mercado previa redução em ambas as taxas, especialmente após o corte de 0,50 p.p. anunciado pelo Fed.
IBOVESPA -0,47% | 133.123 Pontos. CÂMBIO -0,66% | 5,43/USD
Ibovespa
Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,5%, aos 133.123 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P500, +1,7%; Nasdaq, + 2,6%), após as decisões de juros nos EUA e no Brasil no dia anterior. Lá fora, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) iniciou o ciclo de afrouxamento monetário com um corte de 50 p.p., enquanto o Copom elevou a taxa Selic em 0,25 p.p..
Os principais destaques positivos foram as empresas de alimentos Marfrig e BRF (MRFG3, +4,3%; BRFS3, +4,2%), em movimento de recuperação após as quedas do pregão anterior, com fundamentos positivos favorecendo a BRF. Brava Energia (BRAV3, -9,4%) ficou na ponta negativa, após a companhia informar que sua produção no campo de Papa Terra deve retornar apenas em dezembro, um prazo mais longo do que o mercado estava esperando.
Selic a 10,75% e queda de juros nos EUA: os impactos para os investimentos
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com abertura por toda a extensão da curva. No Brasil, o mercado interpretou o comunicado do Copom, após elevar a taxa Selic em 25 bps, como restritiva, aumentando a precificação de risco nos ativos locais. DI jan/25 fechou em 10,98% (alta de 4bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,05% (alta de 28bps); DI jan/27 em 12,01% (alta de 19,5bps); DI jan/29 em 12,08% (alta de 12bps). Nos EUA, os investidores aumentaram a exposição a ativos de risco após um corte na taxa de juros pelo FOMC, movimento visto como agressivo pelos investidores. Os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de dois anos fecharam em 3,59% (-2,0bps) e os de dez anos em 3,73% (+3,0bps).
Na agenda doméstica, destaque para o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias. O documento deve indicar que o governo está próximo de atingir o limite inferior do intervalo de tolerância da meta de resultado primário (-US$ 28,8 bilhões ou -0,25% do PIB), apesar da arrecadação abaixo do esperado de algumas medidas de elevação de receitas. A revisão do cenário macroeconômico (sobretudo o crescimento mais forte do PIB) e a inclusão de novas medidas não-tributárias – como dividendos extraordinários de empresas estatais e apropriação de depósitos judiciais – devem reforçar as receitas nos próximos meses. Além disso, acreditamos que o relatório bimestral de setembro apresentará um bloqueio adicional de despesas ao redor de R$ 5 bilhões, já que a revisão altista em benefícios previdenciários deve ser compensada apenas parcialmente por outros gastos.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)