31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil depois do Copom muita gente especulando sobre ciclo mais longo de altas

Veja os números

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Mercados em alta

(Brasília-DF, 19/09/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil depois do Copom com alta de 0,25%, todos analisando o “comunicado” em que fica sugerido um ciclo maior nesses avanços.

Veja mais:

Os futuros nos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: +1,4%; Nasdaq 100: +1,8%) hoje. Na Europa, as bolsas também sobem (Stoxx 600: +5,6%), impulsionadas por papeis cíclicos após decisão do Fed. Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI300: +0,8%; HSI: +2,0%). O índice Hang Seng foi impulsionado pelo corte de juros do Fed, seguido pela decisão da Autoridade Monetária de Hong Kong em reduzir sua taxa de juros em 0,50 p.p. para 5,25%, devido à moeda da região estar atrelada ao dólar americano.

Economia

Nos EUA, como destacado, o FOMC reduziu a taxa dos Fed funds em 0,50 p.p., estabelecendo o limite superior em 5,0%. O comunicado destacou a melhoria nas perspectivas de inflação e a desaceleração do mercado de trabalho, com o comitê avaliando riscos equilibrados, enquanto as projeções de taxas de juros sugerem cortes mais lentos no futuro. Em coletiva, o presidente Powell deixou em aberto as próximas reuniões, justificando a redução de ontem pela diminuição dos riscos inflacionários e o aumento dos riscos para o emprego. Nossa visão fundamental da economia dos EUA permanece inalterada, com expectativa de uma taxa terminal de 3,5%.

IBOVESPA -0,90% | 133.748 Pontos.   CÂMBIO -0,46% | 5,46/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda de 0,9% ontem, em linha com as quedas nos EUA (S&P 500, -0,3%; Nasdaq-100: -0,5%) em dia marcado pela decisão de juros do FOMC nos EUA, que realizou um corte de 0,50 p.p., e pela espera do mercado pela decisão de juros do Copom no Brasil.

O principal destaque positivo do dia foi Braskem (BRKM5, +4,8%), após elevação de recomendação por um banco de investimentos. Azul (AZUL4, -10,1%) ficou na ponta negativa, em movimento de realização de lucros após ter apresentado uma alta de mais de 50% desde a última semana.

Para o pregão desta quinta-feira, teremos, no Brasil, a divulgação do IGP-M de setembro. No cenário internacional, haverá decisões de juros na China, Japão e Reino Unido.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com fechamento por toda extensão da curva. Nos Estados Unidos, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de dois anos fecharam em 3,61% (+2,0bps) e os de dez anos em 3,70% (+5,0bps).

No Brasil, os investidores estiveram à espera das decisões de juros. DI jan/25 fechou em 10,94% (queda de 2,3bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,765% (queda de 5,1bps); DI jan/27 em 11,8% (queda de 5,2bps); DI jan/29 em 11,96% (queda de 3,9bps).

No Brasil, o Copom elevou a taxa Selic em 0,25 p.p., para 10,75%, conforme o esperado. Em nossa visão, o comunicado pós-reunião foi mais duro (hawkish, no jargão de mercado), reforçando nosso cenário de que o Comitê optará por acelerar o ritmo de aumento de juros na próxima reunião. Prevemos duas altas de 0,50 p.p. nas últimas reuniões do ano e mais uma de 0,25 p.p. em janeiro, o que levaria a taxa Selic para 12,0%. No entanto, dada a comunicação de ontem, não descartamos ciclo mais extenso de alta de juros. Assista à análise dos especialistas e saiba mais sobre os impactos para a economia e seus investimentos.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real.)