DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem direção clara e no Brasil todas as atenções voltadas para semana da reunião do Copom
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(Brasília-DF, 16/09/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem direção definida e no Brasil todas as atenções votadas para a reunião do Copom nesta semana.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem sem direção definida (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: 0.0%), enquanto os investidores aguardam pela decisão de juros do FOMC, na quarta-feira. Atualmente, o mercado atribui uma probabilidade de 59% de um corte de 0,50 p.p. contra 41% de um corte de 0,25 p.p segundo o CME Fed Watch.
Na Europa, as bolsas operam estáveis (Stoxx 600: 0,0%), com o destaque da semana na região sendo a divulgação da inflação ao consumidor de agosto na quarta-feira. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,4%; HSI: +0,3%), repercutindo a divulgação de dados importantes de atividade no país, como vendas no varejo e produção industrial, que vieram relativamente fracos e reforçaram as preocupações com a atividade econômica chinesa, que segue fragilizada.
IBOVESPA +0,64% | 134.882 Pontos. CÂMBIO -1,00% | 5,57/USD
Ibovespa
O Ibovespa subiu 0,2% em reais e 1,0% em dólares na última semana, fechando aos 134.882 pontos.
O principal destaque positivo foi YDUQS (YDUQ3, +13,5%), repercutindo o aumento da participação da gestora SPX na companhia. Na ponta negativa, tivemos Assaí (ASAI3, -6,9%), após um banco de investimentos rebaixar a recomendação dos papéis de compra para neutro.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com abertura ao longo de toda curva. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de -1,20 pontos-base (bps) na sexta-feira passada para 2,50 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou ganho de inclinação. As taxas de juro real tiveram alta, com os rendimentos das NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação) se consolidando em patamares próximos a 6,20% a.a. DI jan/25 fechou em 10,94% (2,4bps no comparativo semanal); DI jan/26 em 11,79% (5,7bps); DI jan/27 em 11,79% (9,3bps); DI jan/29 em 11,89% (9,7bps); DI jan/34 em 11,81% (9,4bps).
Economia
Divulgado na sexta-feira no Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – uma proxy mensal para o PIB do Brasil – caiu 0,4% em julho em relação a junho, aproximadamente em linha com as expectativas (XP: -0,6%; consenso: -0,7 %). Apesar da queda marginal em julho, o IBC-Br aumentou 1,3% no trimestre móvel, e no geral, o índice continua em tendência de alta.
Divulgados na China no sábado, os indicadores da atividade econômica de agosto decepcionaram mais uma vez, em meio ao risco de deflação, demanda persistentemente fraca e crise prolongada no mercado imobiliário. Segundo dados divulgados nesta manhã na Europa, os salários aumentaram 4,5% no segundo trimestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento salarial na área do euro permanece forte, que é um componente essencial da função de reação do BCE. Nos EUA, o FBI está investigando uma potencial segunda tentativa de assassinato contra Donald Trump. Não se espera que o incidente altere as campanhas dos candidatos ou o resultado eleitoral, embora levante questões sobre o protocolo de proteção dos candidatos.
Na agenda internacional desta semana, destaque para reuniões de política monetária de diversos bancos centrais. Acompanharemos as decisões nos Estados Unidos e Indonésia (quarta-feira); Reino Unido, Noruega, Taiwan, Turquia e Ucrânia (quinta-feira); e China e Japão (sexta-feira). O principal destaque é a decisão do Fed (banco central dos EUA), que deve cortar os juros pela primeira vez em quase cinco anos. Em termos de indicadores econômicos, destacamos os dados de vendas no varejo nos EUA (terça-feira), inflação ao consumidor e ao produtor no Reino Unido (quarta-feira), além da inflação ao consumidor no Japão (quinta-feira). Todos os indicadores são referentes a agosto.
No Brasil, as atenções do mercado estarão voltadas para a decisão de política monetária (Copom) na quarta-feira. Diante da inflação corrente desafiadora, expectativas inflacionárias acima da meta e dados fortes de atividade econômica, acreditamos que o Copom elevará a taxa Selic em 0,25 p.p., de 10,50% para 10,75%. Trata-se do primeiro movimento de alta de juros desde agosto de 2022. Ademais, sem data confirmada, é possível que a Receita Federal divulgue os dados de arrecadação tributária em agosto.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)