31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil mercado avalia o futuro do PIB após a divulgação do novo IBC-Br

Veja os números

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(Brasília-DF, 16/05/2024). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para avaliação sobre o futuro do PIB após a nova estimativa do IBC-Br.

Veja mais:

Os mercados operam em leve alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,04%; Nasdaq 100: 0,14%) hoje, após dados da inflação ao consumidor americano (CPI) referente a abril terem vindo em linha com as expectativas. A temporada de resultados se encaminha para o final, e hoje a varejista Walmart reporta seu balanço do primeiro trimestre.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,1%). Na China, as bolsas fecharam o dia em alta (CSI 300: 0,4%; HSI: 1,6%) conforme a temporada de resultados local se aproxima do fim e apresenta surpresas positivas.

Economia

O índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% em abril, ligeiramente abaixo das expectativas (consenso: 0,4%). Com isso, a inflação anual cedeu de 3,5% para 3,4%. Por sua vez, a medida de núcleo – exclui os preços de alimentos e energia – registrou alta de 0,3% em abril e 3,6% nos últimos 12 meses (vindo de 3,8%), em linha com as projeções. Os dados do CPI continuam a mostrar rigidez nos grupos de preços de serviços, o que deve postergar o início do ciclo de flexibilização monetária nos EUA. Acreditamos que o Federal Reserve começará a cortar os juros em dezembro, pois levará algum tempo para que o banco central retome confiança sobre a convergência da inflação à meta de 2%. Já os mercados futuros projetam atualmente dois cortes de 0,25 p.p. na taxa básica de juros, com início em setembro.

IBOVESPA -0,38% | 128.028 Pontos.  CÂMBIO +0,14% | 5,14/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda ontem, aos 128.027 pontos (-0,4%), apesar de dados de inflação ao consumidor nos EUA vindo abaixo do esperado impulsionando mercados globais e levando o S&P 500 a uma alta histórica de 5.308 pontos. O Ibovespa foi impactado pelo desempenho da Petrobras (PETR3, -6,8%; PETR4, -6,0%), devido ao mercado reagindo negativamente à demissão do CEO, Jean Paul Prates, que ocorreu no pós-fechamento do pregão de terça-feira.

Já o principal destaque positivo foi a JBS (JBSS3, +8,1%), após divulgar um resultado do 1T24 considerado como positivo pelo mercado (leia nossa análise aqui), o que impulsionou a Marfrig (MRFG3, +6,3%) e o restante do setor de frigoríficos. No mês, a JBS lidera com alta de 16,0%, seguida por Marfrig (+14,3%) e BRF (+9,8%).

Ainda na quarta-feira, a Auren (AURE3) anunciou uma proposta de fusão de suas atividades com a AES Brasil (AESB3) a um preço implícito de R$ 11,55/ação, um prêmio de 18% sobre o preço das ações da AESB. Veja a análise completa aqui.

Para a sessão desta quinta-feira, teremos dados de produção industrial nos EUA referente ao mês de abril, e em termos de resultados internacionais, teremos Baidu, JD.com, Siemens, e Walmart.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de quarta-feira próximos da estabilidade, com leve recuo nos vencimentos mais longos. Os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,73% (-8,0bps) e as de 10 anos em 4,36% (-9,0bps). DI jan/25 fechou em 10,345% (alta de 1,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,575% (alta de 1,5bps); DI jan/27 em 10,895% (queda de 1bps); DI jan/29 em 11,36% (queda de 4bps).

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – proxy mensal do PIB – recuou 0,3% em março em comparação a fevereiro, em linha com as expectativas (XP: -0,3%; mercado: -0,25%). Esse resultado encerrou uma sequência de quatro altas consecutivas. O indicador subiu 1,1% no 1T24 em relação ao 4T23, após resultados fracos no segundo semestre do ano passado. O consumo avançou em meio à expansão da renda disponível às famílias e melhoria (ainda que gradual) das condições de crédito. Isto posto, nossa projeção para o PIB de 2024 – atualmente em 2,2% – tem viés de baixa, devido ao desastre natural que vem assolando o Rio Grande do Sul. De forma preliminar, estimamos impacto de -0,3 p.p. no PIB do Brasil este ano.

Na agenda econômica desta quinta-feira, destaque para a divulgação de indicadores de atividade nos EUA e na China. Em relação à economia americana, os mercados irão monitorar os resultados da produção industrial e construções residenciais de abril, além de sondagens empresariais regionais referentes a maio (Fed Filadélfia e Fed Nova Iorque) e dos pedidos de auxílio desemprego na semana passada. Na economia chinesa, atenções voltadas aos dados de vendas no varejo, produção industrial, investimentos em ativos fixos, investimentos imobiliários e taxa de desemprego relativos a abril.   

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)