31 de julho de 2025
OPINIÃO

Uma hora vai acabar a perplexidade!

O mês de janeiro ainda está longe de acabar e parece que não teremos mais fim tantos fatos ou quase fatos.

Por Genésio Araújo Jr
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Mês que nunca acaba Foto: Folha de PE

(Brasília-DF) Se costuma dizer que o mês de janeiro são 30 dias que, no mundo do poder, não contam.  Aqueles dias que não vão mudar o curso da história.

No hemisfério norte, as grossas camadas de neve não recomendam iniciar guerras nem celebrar pacificação.  No hemisfério sul, costuma-se migrar aos montes para os balneários e dizer para o mundo: que espere! 

Em tempos de novas tecnologias, onde as pessoas acham que são onipresentes, oniscientes e até onipotentes, algo mudou.

Neste janeiro que inicia sua segunda quinzena, logo tivemos a operação intervenção/sequestro do ditador Nicolas Maduro na Venezuela.  Hoje, preso ao lado de sua companheira, em Nova York, naquele 3 de janeiro.

Depois, aqui no Brasil, o caso do Banco Master virou assunto de quase todos os dias. Ora com as decisões de ministro do Tribunal de Contas da União, recuos, decisões do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, aquele que foi reprovado em dois exames de juiz, detestado pela esquerda e pela direita. Ora mais coisas, com operações da Polícia Federal, manifestações do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do presidente da República, Lula.

O caso do Banco Master, só um bobo não vê, envolve os lados mais importantes do poder nacional. Gente do Governo e da Oposição, seja de centro ou centro-direita tem receios do que pode vir mais à tona. A forma atípica como o ministro Dias Tofolli vem agindo indica muito mais do que obviedades. Uma pena afirmar de um membro importante de nosso Judiciário.

Neste mesmo janeiro, nesse final de semana, depois de 26 anos, acredite, foi assinado em Assunção, onde surgiu em 1991 o Mercosul, o maior acordo de livre comércio do planeta, União Europeia-Mercosul.  Algo muito importante para nós, mas avalio que fundamental para a Europa, que ainda não percebeu que não é a Rússia seu maior inimigo. O pior inimigo é um aliado infiel. Eis os Estados Unidos da Era Trump, que deu, efetivamente, largada para o Imperialismo do século 21.

A curruptela criada por Trump a partir da Doutrina Monroe, lançada no Século 19. 

Nesta segunda-feira, 19, se inicia o Fórum de Davos, nos Alpes suíços. O encontro dos ricos será marcado com forte presença de Donald Trump e comitiva, mas se falando do acordo Mercosul-União Europeia, futuro da Inteligência Artificial, a busca por soluções a ocupação da Groelândia com novo massacre sobre a Europa. 

O mês de janeiro ainda está longe de acabar e parece que não teremos mais fim tantos fatos ou quase fatos.

Se sabe que a lógica de Donald Trump é inundar de fatos e não-fatos para que ele nunca saia de evidência, massacra o que de fato vale com seu enxame de meias-verdades ou inverdades.

O filme é conhecido, mas dessa vez o Mundo parece não entender, como se fosse pego de surpresa.

Os maiores estudiosos sobre Estados Unidos avaliam que só uma ação, ou conjunto de ações internas, venha deter Donald Trump em sua sanha que abala nossa contemporaneidade e dá espaço para que outros autocratas, ou autocracias, ajam.

Vai chegar um momento que vamos vencer a perplexidade, mas o problema é que antes disso os outros autocratas ajam. Existe algo pior. Quando Donald Trump perder seu fôlego essa gente tão perigosa como ele agir! Eles podem agir num momento de anomia. O vazio de poder é o que pior poderia existir.

O que não me faz desesperar é que o Planeta já se reinventou outras vezes.  O que me assusta é que foram preciso milhões de mortos antes.

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

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