31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil destaque para indicadores de atividade

Veja os números

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(Brasília-DF, 13/05/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “ Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estã em alta e no Brasil  destaque para indicadores de atividade. 

 

Veja mais: 

 

Mercados globais 

Nesta segunda-feira, os mercados operam em alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,2%). A temporada de resultados se encaminha para o final e dados macroeconômicos voltam a ter protagonismo nessa semana, em que o mercado aguarda a divulgação de dados de inflação ao consumidor americano referentes a abril. Dirigentes do Federal Reserve devem se pronunciar hoje, dando pistas sobre os próximos passos da política monetária. 

Na Europa, as bolsas operam em mistas, e o índice pan-europeu permanece estável (Stoxx 600: 0,0%). Na China, as bolsas fecharam o dia mistas (HSI: 0,8%; CSI 300: -0,04%) após dados divergentes nos índices de inflação (surpresa altista na inflação ao consumidor e deflação maior que a esperada para o produtor). Hong Kong segue na liderança com forte momentum após uma proposta de isenção de impostos sobre dividendos recebidos por investidores individuais, enquanto a Bolsa de Xangai cai impulsionada por sinais negativos de empresas de veículos elétricos. Confira o Top 5 temas globais da semana. 

Nos Estados Unidos, o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan caiu para 67,4 em maio de 2024, de 77,2 em abril, abaixo das expectativas do mercado de 76 pontos. As expectativas de inflação para um ano à frente aumentaram de 3,2% para 3,5%, enquanto as de cinco anos à frente aumentaram de 3,0% para 3,1%, os valores mais elevados em seis meses. Na China, a inflação acumulada em doze meses subiu para 0,3% em abril, de 0,1% em março, enquanto a inflação ao produtor registrou variação anual de -2,5% em abril, abaixo das expectativas do mercado de uma queda de 2,3%, porém acima do número de março (-2,8%). A inflação segue em níveis baixos em meio à incerteza econômica persistente, apesar das medidas de estímulo do governo.  

Na agenda desta semana, teremos uma série de dados que podem influenciar a condução da política monetária em países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, será importante a fala do presidente do Fed, Jerome Powell, na terça-feira. Em destaque, serão divulgados índices de preços de abril, incluindo inflação ao produtor (PPI) na terça-feira, e inflação ao consumidor (CPI) na quarta-feira. O último provavelmente será o dado mais relevantes da semana. Na Zona do Euro, será divulgada a geração liquida de empregos referente ao primeiro trimestre (quarta-feira) e a leitura final da inflação ao consumidor de abril (sexta-feira).  

No Reino Unido, dados do mercado de trabalho serão divulgados na terça-feira. Por último, na China, indicadores de atividades de abril serão divulgados na sexta-feira, incluindo vendas no varejo, produção industrial, e dados do mercado de trabalho. 

 

IBOVESPA -0,46% | 127.600 Pontos CÂMBIO +0,29% | 5,15/USD 

Ibovespa 

O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 0,7% em reais e 2,3% em dólares, aos 127.600 pontos. O evento mais importante da semana foi a reunião do Copom, que decidiu por um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic, conforme o esperado. O destaque foi a decisão dividida, com quatro diretores apontados pelo atual governo votando por corte de 0,50 p.p., pressionando o dólar para cima e uma abertura na curva de juros.  

Além disso, no Brasil, tivemos uma semana muito movimentada de temporada de balanços do 1T24, com mais de 100 empresas divulgando resultados. Até o momento, 112 das ~160 empresas sob cobertura XP reportaram, com 43% superando as estimativas de EBITDA, 41% em linha e 14% abaixo das projeções dos nossos analistas. Na média, a surpresa positiva do EBITDA veio em 9,7% até o momento. 

Na Bolsa, a maior alta da semana foi Rede D’Or (RDOR3; +14,2%), que além de reportar resultados positivos, também se uniu à Atlântica Hospitais para formar uma joint venture para investir em hospitais. Destaque também para BRF (BRFS3; +9,6%), que subiu após reportar resultados do 1T24 acima das expectativas do mercado. Por outro lado, a Braskem (BRKM5; -17,3%) despencou na semana após notícias da Adnoc desistir de comprar parte na companhia.  

Hoje, Petrobras, Raízen e Azul estão entre as empresas que divulgam seus resultados. Clique aqui para acessar o Resumo semanal da Bolsa. 

Renda Fixa 

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram em alta acentuada ao longo de toda a extensão da curva, com maior intensidade nos vértices intermediários e longos. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 114,5 pontos-base na sexta-feira anterior para 125,5 pontos na última semana. A curva, portanto, apresentou ganho de inclinação. Na semana que se inicia, os investidores estarão atentos à fala do presidente do Fed, Jerome Powell, e índices de preços dos EUA. Por aqui, destaque para divulgação de indicadores de atividade. DI jan/25 fechou em 10,3% (alta de 15,1bps no comparativo semanal); DI jan/26 em 10,59% (alta de 26,4bps); DI jan/27 em 11% (alta de 37,1bps); DI jan/29 em 11,54% (alta de 40bps); DI jan/34 em 11,84% (alta de 37,4bps). Saiba mais sobre a Semana na Renda Fixa. 

Economia 

Divulgada na sexta-feira no Brasil, a inflação medida pelo IPCA de abril subiu 0,38% em relação a março, ligeiramente acima das expectativas (XP e Consenso: 0,35%). Mantemos nossa previsão de 3,7% para o IPCA de 2024, embora atribuindo um viés de alta, considerando a crise climática no estado do Rio Grande do Sul. Para 2025, prevemos IPCA em 4,0%. 

No Brasil, destaque para indicadores de atividade. O IBGE publicará os resultados do setor de serviços em março (terça-feira), que devem mostrar virtual estabilidade do faturamento real em comparação a fevereiro. Além disso, o Banco Central divulgará sua proxy do PIB – Índice de Atividade Econômica – referente ao mesmo período (quarta-feira), para o qual estimamos queda mensal moderada 0,4%. 

 

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)