DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção para os gastos para atender o Rio Grande do Sul após avaliação do relatório Focus
Veja os números
(Brasília-DF, 05/05/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil atenção para os gastos que serão feitos fora do teto para atender o Rio Grande do Sul após um relatório Focus que estimou a Tasa Selic acima de 9% no fechamento do ano.
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Mercados globais
Nesta terça-feira, os mercados operam sem direção definida nos Estados Unidos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: -0,2%). O petróleo enfrenta volatilidade com tensões geopolíticas em foco, à medida que o conflito entre Israel e Hamas segue sem resolução.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,7%), em dia que conta com importantes divulgações da temporada de resultados local (BP, UBS e Ferrari) e após dados de vendas no varejo melhores que o esperado para a Zona do Euro. Na China, as bolsas fecharam o dia mistas (HSI: -0,5%; CSI 300: 0,0%) após diversos dias de forte alta com expectativas de novos estímulos do governo.
Economia
Nos Estados Unidos, Thomas Barkin, presidente do banco central (Fed) de Richmond, declarou que as taxas de juro atuais são suficientes para alcançar as metas de inflação. O discurso reforça a fala de Powell semana passada descartando a alta de juros.
IBOVESPA -0,03% | 128.466 Pontos. CÂMBIO +0,02% | 5,07/USD
Ibovespa
Na segunda-feira, o Ibovespa fechou praticamente de lado, aos 128.466 pontos (-0,03%), perto da mínima do dia de 128.294 pontos. O índice foi afetado por uma divisão em relação ao ritmo do corte da taxa Selic que o Banco Central pode adotar na reunião do Copom nesta quarta-feira, de 0,25 p.p. ou 0,50 p.p., e pelo evento climático no Rio Grande do Sul, com especulação pelo mercado sobre os gastos necessários para ajudar as vítimas e a reconstrução do estado.
O principal destaque negativo do pregão foi Braskem (BRKM5, -14,5%), após desistência da Adnoc de comprar uma fatia da empresa. Frigoríficos como Marfrig (MRFG3, -4,9%) e Minerva (BEEF3, -3,7%) tiveram desempenho negativo, devido a exposição do setor ao evento climático no RS. Já o destaque positivo da sessão foi Itaú (ITUB4, +0,6%), com expectativa positiva em relação ao resultado do 1T24, que foi divulgado após o fechamento do mercado (leia nossa análise).
Para a sessão desta terça-feira, teremos uma série de resultados domésticos, com Auren, Blau, BRF, Carrefour, Cury, Embraer, Engie Brasil, Frasle, Mobility, JSL, Mater Dei, Odontoprev, Grupo Pão de Açúcar, PRIO, Raia, Drogasil, Vivo, e Vulcabras. Do lado global, BP, Duke Energy, Ferrari, Kenvue, Lyft, Reddit, UBS, e Walt Disney reportam.
Renda Fixa
A curva de juros encerrou a sessão de segunda-feira com viés de alta. Desta vez, os ativos locais se descolaram das Treasuries – títulos soberanos americanos -, que fecharam próximas à estabilidade tanto no papel de 2 anos, a 4,82% (+1,0bps), quando no de 10 anos, a 4,49% (-1,0 bps). O noticiário local direcionou os ativos, com a piora na projeção da inflação de 2025 divulgada no Boletim Focus pela manhã, que passou de 3,60% para 3,64%, se descolando mais do centro da meta de 3,0%. Além disso, os agentes ficaram apreensivos com o potencial efeito na economia das enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul, uma vez que o tamanho da ajuda financeira promovida pelo Governo ao estado ainda não teve o seu valor divulgado, assim como a sua consequência nos cofres públicos. DI jan/25 fechou em 10,23% (alta de 8,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,45% (alta de 13bps); DI jan/27 em 10,765% (alta de 14bps); DI jan/29 em 11,27% (alta de 13bps).
No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou um decreto legislativo para retirar da meta fiscal os recursos que visam ajudar o Rio Grande do Sul após estragos causados pelas chuvas. O texto segue para aprovação do Senado. Não foram fornecidos ainda prognósticos de gastos.
Segundo o boletim Focus, as projeções de mercado para o IPCA de 2025 voltaram a subir, após a estabilidade vista na semana passada. O aumento nas projeções para a inflação do ano que vem pode influenciar as decisões de política monetária. Além disso, publicamos nosso relatório “Esquenta do Copom”, no qual discutimos o impacto do cenário atual para a decisão de taxa Selic do Banco Central do Brasil, que acontecerá na quarta-feira. Acreditamos que o Copom precisará atingir uma taxa Selic terminal mais elevada para compensar os efeitos da taxa de câmbio mais depreciada e atividade econômica mais forte.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)