DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção a dados da indústria e números do Banco Central sobre crédito
Veja os números
(Brasília-DF, 03/05/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil, IBGE divulgará os dados de produção industrial de março e o BCB, a nota de indicadores de crédito do mesmo mês.
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Mercados globais
Nesta sexta-feira, os mercados operam em alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,4%; Nasdaq 100: 0,7%), após divulgação do resultado de Apple, que veio melhor do que o esperado.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,4%), com a temporada de resultados local, em dia de divulgação dos balanços de bancos franceses. A bolsa de Hong Kong fechou o dia em alta (HSI: 1,5%) impulsionada por expectativa de estímulos do governo chinês ao setor imobiliário, enquanto a Bolsa de Xangai permaneceu fechada devido ao feriado de Dia do Trabalho.
Economia
Na agenda internacional, destaque para o relatório de emprego de abril nos Estados Unidos, o Payroll. O time XP Macro divulgou seu relatório mensal de maio, em que detalha sua revisão recente de cenário econômico.
BOVESPA +0,95% | 127.122 Pontos. CÂMBIO -0,11% | 5,11/USD
Ibovespa
O Ibovespa subiu 1,0% na quinta-feira, fechando o dia em 127.122 pontos. O principal catalisador do desempenho positivo foi a indicação do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de que não deve ter aumento de juros no país em 2024, o que reduziu o sentimento de aversão ao risco e impulsionou os ativos de riscos globais. Além disso, os mercados repercutiram a decisão da Moody’s de alterar a perspectiva do rating soberano de longo prazo do Brasil para “positiva” de “estável” anteriormente.
Na Bolsa brasileira, papéis do setor de Varejo subiram com o fechamento da curva de juros, com Casas Bahia (BHIA3; +15,2%) liderando as maiores altas. Por outro lado, Embraer (EMBR3; -1,9%) caiu após um banco de investimentos adotar uma perspectiva negativa para o papel. Após divulgar resultados vistos pelo mercado como negativos, Bradesco (BBDC4; -1,1%) e WEG (WEGE3; -1,8%) também caíram no dia.
Renda Fixa
A curva de juros encerrou a sessão de quinta-feira em queda acentuada, revertendo grande parte do movimento visto na véspera do feriado do Dia do Trabalho. Os ativos locais acompanharam o alívio visto nas Treasuries – títulos soberanos americanos -, com a remuneração do papel de 2 anos em 4,87% (-9,0bps), e a de 10 anos em 4,58% (-5,0 bps). O principal motivador da calmaria foi a fala do presidente do Fed, após a decisão do comitê de política monetária (FOMC) pela manutenção da taxa de juros no país. Apesar de pautada em um tom ainda cauteloso, Jerome Powell afirmou que a entidade não pretende subir os juros por lá, o que foi suficiente para desencadear o desmonte de posições mais pessimistas pelo mercado. DI jan/25 fechou em 10,215% (queda de 9,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,465% (queda de 17bps); DI jan/27 em 10,785% (queda de 20,5bps); DI jan/29 em 11,31% (queda de 21,5bps).
Na agenda doméstica, o IBGE divulgará os dados de produção industrial de março e o BCB, a nota de indicadores de crédito do mesmo mês.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo