DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para PNAD emprego, Caged e Focus
Veja os números
(Brasília-DF, 30/04/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para divulgação da PNAD emprego, Caged e Focus.
Veja mais:
Nesta terça-feira, os mercados operam em queda nos Estados Unidos (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), no aguardo da decisão do FOMC na quarta-feira. Hoje, empresas como Eli Lilly, Coca-Cola e McDonald’s divulgam resultados antes da abertura do mercado, enquanto Amazon divulga após o fechamento. Acompanhe aqui.
Na Europa, o índice pan-europeu opera em queda (Stoxx 600: -0,4%). Na China, as bolsas fecharam o dia mistas, com queda em Xangai (CSI 300: -0,5%) e leve alta em Hong Kong (HSI: 0,1%), após dados de atividade industrial indicarem expansão mais fraca em abril.
Economia
Na Zona do Euro, a inflação anualizada manteve-se estável em 2,4% em abril (crescimento de 0,6% no mês), enquanto a economia voltou a crescer no primeiro trimestre. No entanto, o PIB do 4T23 foi revisado para -0,1%, apontando para uma recessão técnica no semestre passado. Os dados corroboram o cenário de que o BCE parece ter condições para iniciar o ciclo de corte de juros em junho.
IBOVESPA +0,65% | 127.352 Pontos. CÂMBIO -0,02% | 5,12/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta ontem, e na cotação máxima do dia, aos 127.352 pontos (+0,7%). O índice foi impulsionado por um aumento no apetite de risco, refletindo em setores cíclicos como varejo, e pelos componentes com o maior peso no Ibovespa como Petrobras (PETR3, +1,8%; PETR4, +1,8%) e Vale (VALE3, +1,9%). A Vale foi particularmente beneficiada pela proposta de pagamento para liquidar definitivamente obrigações previstas em demanda judicial ao rompimento de barragens como Mariana, com investidores considerando isso como uma redução de risco.
A maior alta do pregão foi Casas Bahia (BHIA3, +34,2%), após fechar um acordo de recuperação extrajudicial para renegociação de uma dívida de R$ 4,1 bilhões com seus principais credores (leia nosso relatório aqui). Hypera (HYPE3, +5,4%) foi o outro destaque positivo, após divulgar um balanço do 1T24 considerado positivo por investidores (leia nosso relatório aqui).
Já Petz (PETZ3, -4,0%) foi o principal destaque negativo, fruto de um movimento técnico. O papel tem ganhos de 38,0% desde o anúncio de fusão com a Cobasi.
Nesta terça-feira, o mercado acompanha o Boletim Focus e dados de inflação ao consumidor referente a março da Zona do Euro. Nos resultados domésticos, teremos a divulgação de Irani e Santander. Confira todas as análises.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira (29) em queda leve. Os ativos locais acompanharam o alívio visto nas Treasuries – títulos soberanos americanos – de 10 anos, que passaram para 4,63% (-4,0bps), enquanto os agentes permanecem à espera da decisão de política monetária dos Estados Unidos, a ocorrer na próxima quarta-feira (01). O noticiário local ficou em segundo plano, e contou com a divulgação de um déficit primário de R$ 1,5 bilhão nas contas públicas do governo, pior do que a expectativa do mercado. DI jan/25 fechou em 10,16% (queda de 3bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,395% (queda de 4,5bps); DI jan/27 em 10,76% (queda de 4,5bps); DI jan/29 em 11,305% (queda de 4bps).
No Brasil, o resultado primário do governo central registrou um déficit de R$ 1,5 bilhão em março, totalizando déficit de R$ 247,4 bilhões (2,2% do PIB). O resultado não é suficiente para indicar que o governo está a caminho de atingir o saldo primário zero este ano. A incerteza com relação às medidas de arrecadação é alta e, do lado das despesas, continuamos a observar uma expansão dos benefícios previdenciários e do BPC/LOAS muito acima da inflação.
Hoje, a agenda de indicadores se concentra na divulgação de indicadores de dados do trabalho: Pnad Contínua e Caged. O mercado também estará atento ao movimento das expectativas de inflação de 2025 do boletim Focus – que tem mostrado tendência de alta ao longo de 2024.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)