31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil mercado atento ao futuro dos preços, mas hoje terá IGP-M

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 29/04/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos  apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção a o futuro dos preços, apesar do IPCA-15 ter sido abaixo do esperado. Hoje, haverá divulgação do IGP-M.

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Mercados globais

Nesta segunda-feira, os mercados operam em alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,2%). A semana contará com reunião do FOMC na quarta-feira e dados de emprego nos EUA na sexta-feira, que irão indicar os próximos passos da política monetária. A temporada de resultados segue movimentada, com a divulgação de uma série de balanços de empresas como Apple, Coca-Cola, Mastercard e Mastercard ao longo da semana.

Na Europa, o índice pan-europeu opera em alta (Stoxx 600: 0,3%), com foco em indicadores econômicos, como PIB e inflação, e resultados. A maior empresa do continente em capitalização de mercado, a farmacêutica Novo Nordisk, que fabrica Ozempic, divulga resultados nessa semana.

Na China, as bolsas de Xangai e de Hong Kong fecharam o dia positivas (CSI 300: 1,1%; HSI: 0,5%), dando sequência ao rali da semana anterior (sobre o qual comentamos no Top 5 Temas Globais).

Economia

O principal evento econômico da semana é a reunião de política monetária do Fed (banco central) dos EUA, na quarta-feira. Os mercados não esperam mudanças na taxa básica de juros, que deve se manter na faixa de 5,25% para 5,50% – a mais elevada em duas décadas. Atenção especial, porém, será dada aos comentários do presidente do Fed, Jerome Powell. Em abril, Powell disse que dados recentes “não nos deram maior confiança” de que a inflação está convergindo de forma sustentável para a meta de 2%. De fato, dados recentes – como o deflator dos gastos com consumo na sexta-feira – mostram que a inflação nos EUA continua desconfortável. 

IBOVESPA +1,51% | 126.526 Pontos.   CÂMBIO -0,93% | 5,12/USD

Ibovespa

O Ibovespa terminou a semana com ganhos de 1,1% em reais e +2,8% em dólares, fechando aos 126.526 pontos. O desempenho positivo veio após 3 semanas consecutivas de perdas. Os principais destaques positivos foram papéis de educação, como YDUQ3 (+11,0%) e COGN3 (+10,2%), após um banco de investimento elevar a recomendação dessas ações para compra, citando uma melhora nos fundamentos, e projetando uma melhoria para o setor (veja a prévia do 1T24 do nosso analista). Outro destaque foi Petrobras (PETR3, +5,1%; PETR4, +5,0%), anunciando a distribuição de dividendos extraordinários.

O principal destaque negativo da semana foi Usiminas (USIM5, -17,9%), após reportar um balanço do 1º trimestre abaixo do esperado (veja a análise aqui). Casas Bahia (BHIA3, -12,5%) foi pressionada por uma abertura na curva de juros após dados econômicos negativos. Clique aqui para acessar o Resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com movimentos mistos: os vencimentos curtos fecharam com leve recuo, os intermediários permaneceram estáveis, e os longos apresentaram aumento. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 82,1 pontos-base na sexta-feira passada para 103 pontos na última semana. A curva, portanto, apresentou ganho na inclinação. Os ativos locais mantiveram a correlação positiva com as Treasuries.

O mercado segue precificando, com maior probabilidade, um corte de 0,25 p.p. na Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, a ocorrer no próximo mês, e uma taxa Selic terminal em torno de 10,25% para o final de 2024. DI jan/25 fechou em 10,2% (-15,3bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 10,8% (-1bps); DI jan/29 em 11,34% (9bps); DI jan/33 em 11,65% (13,2bps); DI jan/37 em 11,71% (15,5bps). Saiba mais sobre a semana na Renda Fixa.

No Brasil, a inflação corrente permanece benigna. Divulgado na última sexta-feira, o IPCA-15 de abril subiu 0,21% mês a mês, abaixo do esperado (XP: 0,27%; mercado: 0,29%). Apesar das notícias positivas no curto prazo, os analistas de mercado temem que a taxa de câmbio mais desvalorizada e a política fiscal expansionista pressionem a inflação a médio prazo, limitando o espaço para reduções adicionais da taxa Selic pelo banco central. Confira o Economia em Destaque.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)