ECONOMIA: Resultado primário de fevereiro foi de em R$ 48,7 bilhões, informa Banco Central
Veja os números
(Brasília-DF, 05/04/2024). O Banco Central (BC) divulgou na manhã de hoje, 05, Estatísticas Fiscais com os dados atualizados até fevereiro de 2024.
O resultado primário do setor público consolidado foi deficitário em R$48,7 bilhões em fevereiro, ante déficit de R$26,5 bilhões no mesmo mês de 2023. O Governo Central registrou déficit de R$57,8 bilhões, e os governos regionais e as empresas estatais, superávits respectivos de R$8,6 bilhões e de R$483 milhões. Em doze meses, o setor público consolidado acumula déficit de R$268,2 bilhões, equivalente a 2,44% do PIB e 0,19 p.p. superior ao déficit acumulado até janeiro.
Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$65,2 bilhões em fevereiro de 2024, comparativamente a R$64,2 bilhões em fevereiro de 2023. No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$746,9 bilhões (6,80% do PIB) em fevereiro deste ano, comparativamente a R$659,1 bilhões (6,43% do PIB) nos doze meses até fevereiro de 2023.
O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$113,9 bilhões em fevereiro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.015,1 bilhões (9,24% do PIB), ante déficit nominal de R$991,9 bilhões (9,07% do PIB) em janeiro de 2024.
Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)
A DLSP atingiu 60,9% do PIB (R$6,7 trilhões) em fevereiro, elevando-se 0,8 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos dos juros nominais apropriados (aumento de 0,6 p.p.), do déficit primário (aumento de 0,4 p.p.), e do efeito da variação do PIB nominal (redução de 0,3 p.p.). No ano, a DLSP manteve-se estável como percentual do PIB, refletindo, em especial, os impactos dos juros nominais (aumento de 1,3 p.p.), do superávit primário acumulado (redução de 0,5 p.p.), do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,7 p.p.), do efeito da desvalorização cambial de 2,9% acumulada no ano (redução de 0,3 p.p.), e dos demais ajustes da dívida externa (aumento de 0,2 p.p.).
A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 75,5% do PIB (R$8,3 trilhões) em fevereiro de 2024, aumento de 0,4 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Essa evolução no mês decorreu, principalmente, do efeito dos juros nominais apropriados (aumento de 0,6 p.p.), da emissão líquida de dívida (aumento de 0,1 p.p.), e da variação do PIB nominal (redução de 0,4 p.p.). No ano, o aumento de 1,1 p.p. do PIB decorre principalmente da incorporação de juros nominais (aumento de 1,3 p.p.), da emissão líquida de dívida (aumento de 0,5 p.p.), do efeito da desvalorização cambial (aumento de 0,1 p.p.), e do crescimento do PIB nominal (redução de 0,9 p.p.).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)