DESTAQUES DO DIA: Mercado global em alta e no Brasil mercado avalia viés altista
Veja os números
(Brasília-DF, 04/03/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” apontando que os mercados globais em alta e no Brasil, Mercado reflete sobre números da indústria e avalia viés altista tanto do câmbio como na taxa Selic.
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Mercados globais
Os mercados operam hoje em alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,4%), após correções provocadas por falas mais duras de dirigentes do Federal Reserve. O mercado aguarda divulgação da criação de empregos (payroll) na sexta-feira. Paramount sobe cerca de 15%, após divulgação de uma aquisição da companhia pela Skydance, notícia que impulsionou ações do setor.
Na Europa, os mercados operam mistos, com o índice pan-europeu em leve alta (Stoxx 600: 0,1%) liderada pelo setor de mineração, enquanto o setor de mídia tem a pior performance. Na China, as bolsas permanecem fechadas até a próxima semana devido a um feriado.
Economia
Conforme divulgado ontem, a sondagem ISM do setor de serviços dos EUA recuou de 52,6 em fevereiro para 51,4 em março, muito abaixo da estimativa de mercado (52,7). Este resultado representou o segundo recuo consecutivo na margem. Em relação aos dados desagregados, destaque para a medida de preços pagos pelos insumos, que atingiu o patamar mais baixo em quatro anos. Enquanto isso, o setor privado dos EUA gerou 184 mil empregos em março, conforme divulgado ontem pela empresa ADP. Houve aceleração em relação ao ganho de 155 mil em fevereiro. Além disso, os salários reais continuam em alta. Os sinais de mercado de trabalho apertado reforçam a postura mais cautelosa do Federal Reserve na condução da política monetária.
IBOVESPA -0,18% | 127.318 Pontos. CÂMBIO -0,34% | 5,04/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira com queda de 0,2%, aos 127.318 pontos. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que afirmou que o banco central norte-americano espera mais dados positivos para analisar o início do ciclo de cortes de juros. No Brasil, Roberto Campos Neto afirmou que a intervenção no mercado de câmbio não foi feita com a intenção de intervir em seu movimento flutuante. Com isso, o dólar encerrou o dia em queda de 0,35%, aos R$ 5,04, acompanhando os pares emergentes.
Já no micro, a alta do Brent (+0,5%) impulsionou Petrorecôncavo (RECV3; +4,6%) e 3R Petroleum (RRRP3; +3,8%), as maiores altas da Bolsa. A abertura da curva de juros penalizou o setor de Varejo, com Grupo Soma (SOMA3; -6,9%) e Arezzo (ARZZ; -6,2%) sendo os principais perdedores do dia. Os maiores papeis do Ibovespa também caíram, com Vale (VALE3; -1,5%) impactada pela queda do preço do minério de ferro, e Petrobras (PETR3, -0,8%; PETR4, -0,5%) caindo devido a preocupações relacionadas à sua política de dividendos.
Renda Fixa
A curva de juros fechou o dia em alta singela, seguindo o movimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), diante de uma agenda de indicadores esvaziada no Brasil. Por lá, os dados foram mistos: enquanto a criação de empregos no setor privado nos EUA superou as expectativas, o índice de gerentes de compras (PMI) veio abaixo do esperado pelo mercado. Em paralelo, o discurso de Powell foi considerado levemente dovish, o que aliviou uma alta mais forte dos mercados. DI jan/25 fechou em 9,96% (1,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,98% (1bps); DI jan/27 em 10,285% (2bps); DI jan/29 em 10,845% (3bps).
No Brasil, a produção industrial recuou 0,3% em fevereiro contra janeiro, resultado abaixo das expectativas. No entanto, os dados desagregados trouxeram sinais encorajadores. As categorias de bens de capital e bens de consumo duráveis cresceram de forma expressiva nos primeiros meses do ano, em linha com a flexibilização gradual das condições monetárias. Além disso, o time econômico da XP divulgou seu relatório mensal sobre o cenário macro do Brasil. A publicação ressalta que a volatilidade externa e pressões locais desafiam o Copom. Embora as projeções para as principais variáveis econômicas tenham sido mantidas, há viés altista na maioria dos casos, com destaque para a taxa de câmbio e taxa Selic.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.).