DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção a posição da Fazenda sobre o Congresso não aceitar a MP da Reoneração
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(Brasília-DF, 08/01/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para anúncio do Ministério da Fazenda de que não poderá cumprir marco fiscal zero se Congresso não aceitar a MP da Reoneração.
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Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), no aguardo da divulgação de dados de inflação ao longo da semana e do início da temporada de resultados. A abertura negativa vem após uma perda significativa de ritmo na primeira semana do ano, quando as Bolsas americanas quebraram uma sequência de oito semanas consecutivas de alta devido a um movimento de reversão com mudanças significativas de posicionamento (leia mais no Top 5 Temas Globais).
Na Europa, os mercados também operam em baixa (Stoxx 600: -0,3%), com todos os setores em terreno negativo, com a queda liderada pelo setor de óleo e gás após anúncio de cortes de preços pela Arábia Saudita para consumidores na Ásia. Na China, os índices fecharam em queda (CSI 300: -1,3%; HSI: -1,9%), após o pedido de falência do banco Zhongzhi, em mais um desenvolvimento da crise do setor imobiliário no país.
Economia
Números da inflação ao consumidor serão publicados esta semana em muitos países, ajudando os bancos centrais a calibrar os próximos passos da política monetária. O mais esperado é o índice de preços ao consumidor dos EUA (CPI, na sigla em inglês), previsto para quinta-feira. O CPI desta semana será fundamental para avaliarmos se o Federal Reserve (banco central) iniciará uma flexibilização monetária já no primeiro semestre do ano ou se esperará um pouco mais. Os números da inflação também serão publicados no Japão, China, Hungria, Índia e em economias latino-americanas como Brasil, México, Colômbia e Chile.
IBOVESPA +0,61% | 132.023 Pontos. CÂMBIO -0,75% | 4,87/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou a primeira semana do ano com queda de 1,6% em reais e 2,0% em dólares, aos 132.023 pontos. A semana teve baixa liquidez em razão do feriado, sendo movimentada por realizações de lucros e divulgação de dados econômicos americanos. Clique aqui para conferir o resumo semanal da Bolsa.
Renda Fixa
Ao final da semana, a curva de juros apresentou elevação, principalmente nos vencimentos médios e longos. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro de 2025 e 2033 saiu de 33,6 pontos-base no último dia útil de 2023 para 50,5 pontos nesta semana. Com isto, houve aumento da inclinação da curva. O movimento foi resultado, principalmente, da abertura observada nas taxas das Treasuries (títulos soberanos dos EUA), com o mercado precificando juros altos por mais tempo no país. DI jan/25 fechou em 10,08% (4,8bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 9,81% (10bps); DI jan/29 em 10,21% (13,8bps); DI jan/33 em 10,58% (21,7bps); DI jan/37 em 10,63% (21,6bps).
No Brasil, membros do Ministério da Fazenda disseram no fim de semana que a meta fiscal de déficit primário zero este ano pode ter que ser alterada se a medida provisória enviada na última semana de 2023 reduzindo os benefícios da folha de pagamento para as empresas não for aprovada pelo Congresso.
Ao nosso ver, mesmo com a medida (que tem pouca probabilidade de ser aprovada sem alterações), a meta não será atingida. A inflação ao consumidor IPCA de dezembro será publicada na quinta-feira. Projetamos que o IPCA termine 2023 em 4,6%, ligeiramente abaixo do limite superior da meta. Em nossa visão, o resultado não mudará os planos do Banco Central de seguir reduzindo a taxa Selic em 0,50 p.p. nas próximas reuniões do Copom.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)