DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil mercado atento a última balança de pagamentos, mas bolsa fechou em alta
Veja os números
(Brasília-DF, 04/01/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil, depois de um dia de alta no Ibovespa, nessa quarta-feira, o Mercado analisa a última balança de pagamento externos e interenos.
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Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,2%), e os índices se recuperam de duas sessões negativas. No campo de dados econômicos, são esperados indicadores de emprego entre hoje e amanhã, que darão sinais adicionais relacionados à evolução do mercado de trabalho.
Na China, o índice de Xangai fechou em queda (CSI 300: -0,9%), enquanto o de Hong Kong permaneceu estável (HSI: 0,0%), após dados econômicos de atividade econômica terem indicado expansão mais rápida do setor de serviços desde julho na China e dados positivos de atividade em Hong Kong. Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: 0,4%), seguindo a tendência dos EUA.
O petróleo tem nova alta, refletindo riscos ampliados de disrupções na oferta, com aumento da tensão entre Israel e Hamas e a interrupção da produção no maior campo da Líbia.
Economia
O banco central dos EUA publicou ontem a ata da sua última reunião de política monetária. O tom foi ligeiramente mais duro em comparação com a comunicação pós-reunião, em nossa opinião. Depois de o presidente Powell ter comentado que “o calendário dos cortes de juros foi discutido nesta reunião”, os detalhes da ata eram muito aguardados. No entanto, o documento revelou que “um intervalo alvo mais baixo para a taxa dos Fed Funds seria apropriado até ao final de 2024”, deixando o momento do início dos cortes incerto. De toda forma, vemos a ata, a comunicação oficial da Fed e os dados recentes – que mostram a atividade econômica desacelerando gradualmente e a inflação caindo, mas ainda acima da meta – como consistente com uma flexibilização monetária cautelosa a partir do segundo trimestre deste ano.
IBOVESPA +0,10% | 132.834 Pontos. CÂMBIO -0,04% | 4,92/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou ontem em alta de 0,1%, aos 132.834 pontos. Os principais destaques do dia foram a divulgação da ata do FOMC, que reduziu o otimismo do mercado com o início do ciclo de cortes de juros em março, e o aumento do petróleo tipo Brent em 3,1%, após um aumento da instabilidade no Oriente Médio.
A maior performance da Bolsa foi do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), que subiu 10,5% após discussões sobre um aumento do limite de capital e um possível follow-on. Devido ao aumento do Brent, Petrobras (PETR3 e PETR4) também subiu no pregão (3,4% e 3,1%). Do outro lado da ponta, os frigoríficos caíram, motivados pelo aumento do preço do milho, e, com isso, BRF (BRFS3) foi a maior queda da Bolsa, com performance negativa de 4,9%.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros fecharam perto da estabilidade, em um pregão marcado pela liquidez limitada de negócios. O exterior contribuiu para o movimento à medida que as taxas locais seguiram a direção apontada pelos rendimentos (yields) dos Títulos Públicos norte-americanos (Treasuries), os quais perderam força após a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed). DI jan/25 fechou em 10,03% (-1bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,64% (1bps); DI jan/27 em 9,76% (1bps); DI jan/29 em 10,135% (1,5bps).
No Brasil, a conta corrente do balanço de pagamentos apresentou um déficit de US$ 1,6 bilhão em novembro, próximo dos US$ 1,7 bilhão registados um ano antes. O balanço de pagamentos brasileiro continua sólido, especialmente devido ao superávit comercial recorde e ao déficit em conta corrente bem abaixo da média histórica.
O time macro da XP publicou esta manhã seu relatório Brasil Macro Mensal. Uma maior deflação global e uma flexibilização mais rápida do Fed sugerem um real um pouco mais forte e a inflação do IPCA mais baixa este ano. Isso abre espaço para que a taxa Selic atinja o nível neutro mais cedo: esperamos agora 9,00% em 2024 – 100 bps abaixo da nossa projeção anterior. Para 2025, vemos a taxa básica estável em 9,00%. A tendência expansionista dos gastos fiscais e parafiscais continua a ser o principal risco para as perspetivas da política monetária.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)