31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em baixa e no Brasil, o mercado avalia o relatório Focus

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 03/01/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da  XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil, o mercado analisa o primeiro relatório Focus.

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Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,5%), após um pregão negativo na abertura do ano. Ontem, as ações de Apple tiveram uma queda de cerca de 4% após um banco rebaixar a recomendação da companhia, dado o cenário de difícil crescimento para a empresa. Hoje, é aguardada a divulgação da ata da última reunião do FOMC, conselho de política monetária do Federal Reserve.

Na China, os índices fecharam em queda  (CSI 300: -0,2%; HSI: -0,9%), mas empresas de jogos online tiveram alta após notícia de que oficial responsável pela regulação do setor foi removido do cargo, após a proposta de novas regras mais duras que derrubaram as ações do setor. Em Taiwan, a fabricante de chips TSMC teve queda de mais de 2% após o rebaixamento da recomendação de Apple, efeito que foi sentido por outras companhias da região que fornecem insumos para a gigante americana.

Já na Europa, os mercados operam em baixa (Stoxx 600: -0,6%) devido ao cenário global mais incerto no início de 2024.

IBOVESPA -1,11% | 132.697 Pontos.   CÂMBIO +1,32% | 4,92/USD

Ibovespa

Nesta terça-feira o Ibovespa teve sua primeira sessão do ano, fechando em queda com 132.696 mil pontos (-1,1%), um movimento de realização de lucros após fortes ganhos (+22,3%) em 2023. Os setores que mais puxaram a bolsa pra baixo foram bancos e varejo, com a última devido ao setor provavelmente liderando a fila de empresas que começará o ano em negociação com detentores das dívidas.

Movimentos positivos incluem Petrobras (PETR4, +1,5%; PETR3, +1,0%), a despeito de mais uma queda no Brent (-1,3%), que monitora a situação no Mar Vermelho. Do outro lado da ponta, B3 (B3SA3, -2,0%) e Bradesco (BBDC4, -2,0%) representaram as quedas mais significativas, com uma realização de lucros meio a um ano passado forte. Um dos destaques em termos de notícia foi a Engie (EGIE3, -1,8%): o mercado não reagiu bem com a venda de 15% de sua participação na TAG (uma empresa de gasodutos), em uma operação de R$ 3,1 bilhões, para o fundo de pensão canadense CDPQ.

Renda Fixa

No primeiro pregão do ano, as taxas futuras de juros fecharam em alta. O exterior contribuiu para o movimento à medida que houve avanços nos rendimentos (“yields”) dos Títulos Públicos norte-americanos (“Treasuries”) devido a uma precificação de um menor corte nos juros dos Estados Unidos em 2024. DI jan/25 fechou em 10,05% (3,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,65% (7bps); DI jan/27 em 9,78% (8bps); DI jan/29 em 10,14% (7bps).

Economia

Terça-feira com poucos indicadores econômicos divulgados. No exterior, tivemos a divulgação do índice de gerentes de compras de manufatura (PMI) dos Estados Unidos, que mostrou uma contração acentuada em dezembro na comparação com o mês anterior, queda mais rápida desde agosto. De maneira semelhante, o setor industrial britânico também mostrou queda no PMI, marcando o décimo sétimo mês consecutivo de contração.

No Brasil, a pesquisa Focus mostrou apenas ajustes pontuais nas expectativas de IPCA de 2024 e câmbio para 2025. Nesta quarta-feira, teremos uma agenda cheia de indicadores. Nos Estados Unidos, destaque para o ISM manufatureiro, outro indicador antecedente para a indústria daquele país, para os dados do relatório JOLTS, que mostra as condições de oferta e demanda de mão de obra, e para a divulgação da ata da última reunião do Fed, de onde se esperam maiores detalhes depois de uma comunicação pós-reunião considerada bastante otimista. Na China, teremos a divulgação do PMI do setor de serviços de dezembro, com o mercado esperando pequena alta na margem. No Brasil, teremos os dados relativos ao setor externo, onde nossa expectativa é de um pequeno déficit em conta corrente e a manutenção de um fluxo positivo de investimento externo direto.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)