DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve queda e no Brasil atenção a projeção da Taxa Selic para 2024
Veja os números
(Brasília-DF, 27/12/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve queda e no Brasil atenção para o recuo nas projeções de mercado para a taxa Selic em 2024.
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Mercados globais
Nos Estados Unidos, os futuros operam em leve queda na última terça-feira do ano (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,1%), em meio a rali que já se estende por mais de oito semanas.
Na China, os índices fecharam em alta (CSI 300: 0,4%; HSI: 1,7%), puxados por empresas de jogos online após o governo indicar que irá prosseguir com cautela com mudanças regulatórias no setor. Já na Europa, o índice pan-europeu tem leve alta (Stoxx 600: 0,2%) liderada pelo setor de óleo e gás e pregão reduzido em algumas regiões ainda devido ao feriado.
Na China, os lucros industriais registraram em novembro o quarto aumento consecutivo (salto de 29,5% em comparação ao mesmo mês de 2022). O resultado refletiu a base de comparação baixa do ano passado e medidas de estímulo governamentais. A despeito do melhor desempenho na margem, a lucratividade industrial recuou 4,4% entre janeiro e novembro. Prevemos que a atividade local crescerá moderadamente em 2024.
Na agenda econômica internacional desta quarta-feira, destaque para a divulgação de indicadores de atividade nos Estados Unidos: Sondagem Industrial do Fed de Richmond e Sondagem de Serviços do Fed de Dallas, ambas referentes a dezembro. No Brasil, o Tesouro Nacional publicará o resultado primário do Governo Central e o Relatório Mensal da Dívida Pública, ambos relativos a novembro.
IBOVESPA +0,59% | 133.533 Pontos. CÂMBIO -0,82% | 4,82/USD
Ibovespa
O Ibovespa teve leve ganhos e fechou em 133.532 mil pontos (+0,59%) na terça-feira, renovando a máxima histórica, chegando ao pico de 133.626 mil pontos durante a sessão. O mercado foi impulsionado pelo setor de commodities, devido ao Brent subindo 1,9% com o monitoramento dos ataques a distribuidoras no Mar Vermelho. A sessão foi marcada por volumes baixos e notícias escassas em todos mercados, devido ao pós-natal.
Movimentos positivos incluem Petroreconcavo (RECV3, +3,08%) e Petrobras (PETR4, +1,6%; PETR3, +1,5%), estimuladas pela subida do Brent. Na outra ponta da curva, papeis sensíveis a juros como Grupo Soma (SOMA3, -1,2%) e Cogna Educação (CGNA3, -1,2%) estiveram entre as maiores baixas devido a uma realização de lucros após fortes subidas consecutivas desde novembro.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros fecharam em queda ao longo de toda a estrutura a termo da curva, com mais intensidade nos vértices curtos e intermediários. Em um pregão com baixíssima liquidez devido às festas de fim de ano, o movimento refletiu, principalmente, o reajuste para baixo nos preços do diesel. DI jan/25 fechou em 10,01% (-7bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,57% (-7bps); DI jan/27 em 9,68% (-5,5bps); DI jan/29 em 10,04% (-5,5bps).
Economia
No Brasil, destaque para o recuo nas projeções de mercado para a taxa Selic em 2024. Conforme divulgado ontem no Boletim Focus do Banco Central, a mediana das estimativas para a taxa básica de juros cedeu de 9,25% para 9,00% no final do próximo ano. Já a previsão para o final de 2025 ficou estável em 8,50%. Além disso, o mercado reduziu sutilmente as projeções de inflação – medida pelo IPCA – tanto para o ano corrente (de 4,49% para 4,46%) quanto para o ano que vem (de 3,93% para 3,91%). Por sua vez, a expectativa para 2025 permaneceu em 3,50%, acima da meta (3,00%).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)