31 de julho de 2025
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GUERRA: Hamas diz que na noite de Natal, as forças de Israel fizeram um bombardeio em campo de refugiados que mataram 7º pessoas; FDI informou a agência que vai checar a informação do Hamas

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Da redação com DW

(Brasília-DF, 25/12/2023) Nesta segunda-feira, 25, o Hamas informou que ao menos 70 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na noite de Natal ,24, em um ataque aéreo israelense ao campo de refugiados de Al Maghazi, no centro da Faixa de Gaza.  A informação não pôde ser checada pela DW de forma independente. Os militares israelenses disseram à agência de notícias AFP que estão "investigando o incidente".

"Trata-se de um novo massacre cometido pelo exército de ocupação israelense no campo de Al Maghazi, onde bombardearam quatro casas de famílias muçulmanas", informou Ashraf al Qudra, porta-voz do Ministério da Saúde controlado pelo Hamas. O grupo é classificado como terrorista pela União Europeia, pelos Estados Unidos e por Israel.

De acordo com a pasta, o sistema de saúde do sul do enclave palestino, onde Israel concentra agora a sua ofensiva, "está em colapso", enquanto na metade norte já não existem hospitais em funcionamento.

Ashraf al Qudra ainda acusou as tropas israelenses de bombardearem a estrada principal que liga vários campos de refugiados na zona central do enclave "para dificultar o acesso de ambulâncias e da defesa civil".

Sobre o ataque a Maghazi, fontes médicas do Hospital dos Mártires de Al Aqsa, indicaram que alguns corpos chegaram fragmentados em consequência da artilharia e dos ataques que atingiram várias casas.

O hospital também informou que recebeu dezenas de mortos e feridos em ataques aos campos de refugiados de Bureij e Nuseirat, também no centro do enclave, onde as tropas israelense ordenaram a evacuação na sexta-feira, forçando a deslocação de milhares de pessoas sob bombas.

Ao menos 30 mortos em outros campos

O Hamas também disse que os bombardeios seguiram nesta segunda-feira, com pelo menos 18 mortos na cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, e doze mortos num ataque à aldeia de Al-Sawaida, no centro do território palestino. O diretor do hospital Nasser, o principal da cidade de Khan Yunis, informou que as pessoas chegaram com ferimentos graves que poderiam ser causados ​​por "armas proibidas internacionalmente", reportou a Wafa, agência de notícias oficial da Autoridade Nacional Palestina.

No norte, os ataques seguem sobretudo nas cidades de Beit Hanun e Jabalia – nesta última o Hamas afirma terem morrido 10 pessoas no ataque mais recente. As equipes da defesa civil de Gaza relataram que no norte do enclave, praticamente devastado pelos combates, existem centenas de corpos em decomposição devido qao difícil acesso, especialmente no campo de refugiados de Jabalia.

De acordo com o Hamas, os intensos bombardeios israelenses em dois meses e meio de ofensiva mataram ao menos 20.400 habitantes de Gaza – 70% civis, incluindo mais de 8.000 crianças – e feriram mais de 54.000. Os números não puderam ser checados de forma independente pela DW.

Abbas pede "fim de rio de sangue"

No domingo, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pediu o fim do "rio de sangue" e dos "imensos sacrifícios" do povo palestino em uma mensagem de saudação de Natal.

"O rio de sangue, os imensos sacrifícios, as dificuldades e a heroica resiliência de nosso povo em sua terra são o caminho para a liberdade e a dignidade", disse o presidente da ANP, que governa pequenas partes da Cisjordânia ocupada.

( da redação com DW. Edição: Genésio Araújo Jr.)