DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para divulgação das estatísticas fiscais do BC
Veja os números
(Brasília-DF, 08/11/2023). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning CAll” da XP investimentos aponta que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para a divulgação das Estatísticas Fiscais do BC.
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Nos Estados Unidos, os futuros apresentam leve queda nesta quarta-feira (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,1%) após a sequência de altas diárias mais longa em dois anos. A temporada de resultados desacelera, e a Disney reporta resultados do terceiro trimestre após o fechamento do mercado. Do lado de indicadores econômicos, o destaque do dia são dados de estoques nos EUA e o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. O petróleo atingiu a mínima em três meses após dados americanos indicarem aumento na oferta local, à medida que a demanda global permanece incerta.
Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -0,2%, à medida que a temporada de resultados na região se revela mais fraca que as expectativas. Na China, os índices fecharam em queda (CSI 300: -0,2%; HSI: -0,6%). O minério de ferro atingiu o maior nível em sete meses após notícia de que o governo chinês pretende que uma das maiores seguradoras do país assuma o controle da incorporadora imobiliária Country Garden, que tem passado por problemas de crédito. Outros metais usados na siderurgia, como níquel e níquel, também subiram com a perspectiva de recuperação no setor imobiliário chinês. Na Coreia do Sul, os mercados caem pelo segundo dia seguido, devolvendo mais da metade da alta registrada na segunda-feira após o anúncio de proibição do short-selling.
IBOVESPA +0,71% | 119.268 Pontos. CÂMBIO -0,27% | 4,87/USD
Seguindo o movimento dos índices americanos, o Ibovespa teve nova alta de 0,7%, fechando o pregão aos 119.268 pontos. A divulgação da ata do Copom, sinalizando que o ritmo de corte da Selic em 0,5 p.p. será mantido, e a diminuição da taxa de juros da Treasury de 10 anos para 4,57%, fizeram com que a curva de juros se fechasse. Nesse movimento, papéis sensíveis a juros foram impulsionados, como Magazine Luiza (MGLU3), que teve a maior alta da Bolsa (23,8%). Nos resultados dessa quarta-feira, Banco do Brasil (BBAS3), Hapvida (HAPV3), Taesa (TAEE11) e Vivara (VIVA3) divulgam seus balanços.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros fecharam em queda, em linha com o recuo dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries). Também colaboraram para o movimento as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre considerar adequado o ritmo de cortes de 0,50 ponto na Selic. DI jan/25 fechou em 10,82 (-4bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,62 (-9,5bps); DI jan/27 em 10,765 (-15bps); DI jan/29 em 11,13 (-18bps).
Economia
No Brasil, a ata do Copom foi divulgada com tom mais duro, elevando as apostas por Selic em patamar mais alto adiante. No Senado, o relatório da Reforma Tributária foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça. Na agenda de hoje, destaque para a divulgação da nota de estatísticas fiscais pelo Banco Central e para a Pesquisa Mensal do Comércio pelo IBGE. Hoje, o time de economia da XP divulgou o seu novo Relatório Macro Mensal.
Na seara internacional, agenda esvaziada de indicadores. Nesta manhã, a leitura final de inflação na Alemanha ficou em -0,2% m/m, em linha com as expectativas. À noite, teremos a divulgação de dados de inflação na China.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)