31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil além da reflexão sobre a íntegra da Ata do Copom a votação da Reforma Tributária no Senado

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 07/11/2023). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil além da íntegra da Ata do Copom atenção para votação da Reforma Tributária.

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Nos Estados Unidos, os futuros apresentam queda nesta terça-feira (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), em pausa do rali que vem acontecendo desde a última semana, apesar de nova queda nas taxas mais longas das treasuries. Na segunda-feira à noite, WeWork, startup que chegou a ser avaliada em US$ 47 bi, pediu falência.

Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -0,2%). O setor de óleo e gás cai após declínio acentuado no lucro da Saudi Aramco, maior petroleira do mundo e sediada na Arábia Saudita. Na China, os índices fecharam em queda (CSI 300: -0,4%; HSI: -1,7%) após dados de exportação caírem além do previsto em outubro.

IBOVESPA +0,23% | 118.431 Pontos.  CÂMBIO -0,16% | 4,89/USD

Ibovespa

Seguindo o movimento dos índices americanos, o Ibovespa iniciou a semana em alta de 0,2%, fechando o pregão da segunda-feira em 118.431 pontos. As bolsas registraram alta apesar de uma subida nas taxas de juros das Treasuries, com a taxa de 10 anos subindo 7 pontos-base, para 4,64%. A ação que mais subiu no dia foi a BRF (BRFS3), com expectativas de bons resultados no 3°trimestre, registrando +12,9% no dia e impulsionando outros papeis setor também. Nos resultados dessa terça-feira, temos a divulgação dos balanços de Arezzo (ARZZ3), Eletrobras (ELET6) e Iguatemi (IGTI11).

As taxas futuras de juros fecharam em alta, especialmente nos vértices médios e longos da curva a termo. Em um movimento alinhado à escalada dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), destaca-se também a maior percepção sobre o risco fiscal no mercado doméstico. DI jan/25 fechou em 10,87 (5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,72 (11,5bps); DI jan/27 em 10,905 (13bps); DI jan/29 em 11,28 (11bps).

Economia

A conta corrente brasileira apresentou déficit de US$ 1,4 bilhão em setembro, surpreendendo positivamente nossa estimativa (XP: -US$ 1,8 bilhão; consenso: -US$ 1,35 bilhão). Pelo lado da conta financeira, os ingressos líquidos de IDP – Investimento Direto no País – vieram abaixo das expectativas (observado: US$ 3,8 bilhões; XP: US$ 4,6 bilhões; consenso: US$ 4,5 bilhões).

Na Europa, a inflação ao produtor registou variação mensal de 0,5%, em linha com as expectativas (consenso: 0,5% m/m). Na China, os dados da balança comercial registaram US$ 275 bilhões em exportações, abaixo das expectativas, e US$ 218 bilhões em importações, acima das expectativas. A balança comercial registou US$ 57 bilhões de dólares em outubro, o nível mais baixo desde fevereiro.

Na agenda de hoje, os EUA publicarão os seus resultados do comércio exterior de setembro. No Brasil, o destaque será a ata da reunião de política monetária do Copom, que será divulgada esta manhã.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)