31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção que virá na semana que vem

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 03/11/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para a possível mudanças de meta fiscal e que vai ser tratado e decidido na semana que vem.

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Nos Estados Unidos, os futuros apresentam queda nesta sexta-feira (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,3%), após a divulgação do balanço de Apple. A companhia, que é a maior do mundo em termos de valor de mercado, cai cerca de 3% nas negociações pré-mercado refletindo o guidance mais fraco e queda das vendas na China. O mercado também espera a divulgação de dados de emprego do payroll.

Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: 0,2%), impulsionados por resultados de empresas da região terem vindo mais fortes que o esperado e pela percepção de que os banqueiros centrais que se pronunciaram na semana adotaram tom dovish. Na China, os índices fecharam em leve queda (CSI 300: 0,8%; HSI: 2,5%) após publicação de dados de atividade econômica melhores que o esperado. O PMI Caixin de serviços registrou uma expansão mais forte que o esperado (50,4) marcando o décimo mês em território positivo.

IBOVESPA +1,69% | 115.053 Pontos.  CÂMBIO -1,35% | 4,97/USD

Ibovespa

Seguindo os índices globais, o Ibovespa teve alta de 1,7%, fechando o pregão em 115.053 pontos. O destaque do dia foi a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de manter a taxa de juros dos EUA inalterada, levando a uma queda na taxa das Treasuries de 10 anos para 4,76% e aliviando a pressão em ativos de riscos. Dentre as ações com performances positivas no dia, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) registraram alta de 1,1% e 1,9%, respectivamente. Além disso, depois do fechamento do mercado, o Copom fez mais um corte na taxa Selic de 0,5 p.p. para 12,25%. Veja os impactos da redução da taxa na Bolsa aqui.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros fecharam em queda ao longo de toda a estrutura a termo, seguindo o movimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). O movimento de baixa no mercado norte-americano foi influenciado, principalmente, pelas declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na entrevista após a reunião de política monetária, consideradas expansionistas (“dovish”). DI jan/25 fechou em 10,945 (-13,5bps); DI jan/26 em 10,815 (-23,5bps); DI jan/27 em 11,01 (-22,5bps); DI jan/29 em 11,37 (-22bps).

Economia

No Brasil, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,50 p.p. e indicou manter o ritmo de corte nas próximas reuniões. A produção industrial avançou 0,1% m/m em setembro com sinais de estagnação. No noticiário, o mercado reagirá à notícia de que o governo deverá alterar a meta fiscal de 2024 para déficit de 0,5% do PIB ainda em 2023.

Nos EUA, teremos a divulgação do relatório de emprego (o Payroll) de outubro, o dado mais aguardado da semana. Na China, o índice de gerente de compras (PMI) do setor de serviços avançou marginalmente de 50,2 para 50,4 pontos. Por fim, no Reino Unido, o Banco Central da Inglaterra manteve a taxa básica de juros em 5,25%.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)