31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Lula, durante evento do Bolsa Familia, fala pela primeira de ataque terrorista do Hamas e fala que reação de Israel “insana”

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Da redação com agências

(Brasília-DF, 20/10/20230 Nesta sexta-feira ,20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações sobre o conflito em Israel e, pela primeira vez, classificou o ataque do Hamas como "terrorista", ao mesmo tempo que considerou "insana" a reação de Tel Aviv após o ataque.

Até o momento, mandatário brasileiro não havia usado a palavra "terrorista" com o grupo palestino, mesmo enfrentando pressão de Israel e dos Estados Unidos por estar na presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) este mês.

"Hoje, quando o programa [Bolsa Família] completa 20 anos, fico lembrando que 1.500 crianças já morreram na Faixa de Gaza. Que não pediram para o Hamas fazer [o] ato de loucura que fez, de terrorismo, atacando Israel, mas também não pediram que Israel reagisse de forma insana e matassem eles. Exatamente aqueles que não têm nada a ver com a guerra, que só querem viver, que querem brincar, que não tiveram direito de ser criança", disse Lula.

A declaração do mandatário aconteceu durante a cerimônia de 20 anos do Bolsa Família, no Ministério do Desenvolvimento Social e Assistência Social, Família e Combate à Fome, em Brasília.

Lula participou do evento por videoconferência em sua primeira aparição pública, ainda que virtual, desde que realizou cirurgias no quadril e nas pálpebras.

"Não é possível tanta irracionalidade, não é possível tanta insanidade, que as pessoas façam uma guerra tendo em conta que as pessoas que estão morrendo são mulheres, pessoas idosas, crianças", disse o presidente também se referindo ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

Na presidência do Conselho de Segurança da ONU, o Brasil tentou aprovar uma resolução na segunda-feira (16), mas apesar dos 12 votos a favor, os Estados Unidos, com seu poder de veto, não deixaram o texto ser aprovado.

Lula participou do evento por videoconferência em sua primeira aparição pública, ainda que virtual, desde que realizou cirurgias no quadril e nas pálpebras.

"Não é possível tanta irracionalidade, não é possível tanta insanidade, que as pessoas façam uma guerra tendo em conta que as pessoas que estão morrendo são mulheres, pessoas idosas, crianças", disse o presidente também se referindo ao conflito entre Rússia e Ucrânia.

Na presidência do Conselho de Segurança da ONU, o Brasil tentou aprovar uma resolução na segunda-feira ,16, mas apesar dos 12 votos a favor, os Estados Unidos, com seu poder de veto, não deixaram o texto ser aprovado.

Hoje ,20, os diplomatas brasileiros confirmaram uma sessão de emergência na Assembleia Geral da ONU, que reúne os 193 países-membros, para discutir a escalada do conflito no Oriente Médio, conforme noticiado.

O principal objetivo é discutir o veto dos Estados Unidos no Conselho de Segurança à criação de um corredor humanitário e a um cessar-fogo.

(da redação com agência internacionais e nacionais. Edição: Genésio Araújo Jr.)