DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil expectativa para o IBC-Br de agosto
Veja os números
(Brasília-DF, 20/10/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para divulgação do IBC-BR de agosto pelo Banco Central.
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Mercados globais
Nos Estados Unidos, os futuros estão em queda nesta sexta-feira (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,4%). Os juros de 10 anos voltaram a avançar e chegaram a alcançar o patamar de 5%, novo recorde desde 2007, após pronunciamento de Jerome Powell. A temporada de balanços continua, com o resultado de American Express. Confira todas as análises aqui.
Em resposta ao aumento de juros nos EUA, os ativos de risco caem ao redor do mundo. Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -1,1%), atingindo a mínima em sete meses, com a maioria dos setores em baixa. Do lado de dados econômicos, o índice de preços ao produtor (PPI) na Alemanha apresentou forte desaceleração na comparação anual, produzida pelo efeito base do ano anterior, que contou com muita volatilidade em preços de commodities. Na China, as bolsas têm queda (CSI 300: -0,7%; HSI: -0,7%), e o índice de Xangai chegou próximo a atingir a sua mínima no ano. O banco central chinês manteve suas taxas de juros de curto prazo inalteradas.
IBOVESPA -0,05% | 114.004 Pontos. CÂMBIO +0,02% | 5,05/USD
Ibovespa
Após discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, ter sugerido a possibilidade de nova alta de juros americanos, a taxa da Treasury de 10 anos teve mais uma sessão de alta, chegando a alcançar 4,99% e impactando os índices globais. Com isso, o Ibovespa encerrou o dia com leve queda (0,05%), aos 114.004 pontos. O preço do petróleo teve alívio com a retirada de sanções do petróleo venezuelano, mas as tensões no Oriente Médio voltaram a provocar alta, com o Brent fechando o dia em +1,1%, aos US$ 93/barril.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros fecharam em alta ao longo de toda a estrutura a termo da curva, refletindo novamente o avanço expressivo dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries). DI jan/25 fechou em 11,245 (17bps); DI jan/26 em 11,27 (31bps); DI jan/27 em 11,45 (32,5bps); DI jan/29 em 11,79 (28bps).
Na seara internacional, o mercado segue digerindo a fala do presidente do Fed. A China manteve suas taxas básicas de empréstimos inalteradas, conforme o esperado.
Economia
No Brasil, a Petrobras anunciou corte no preço da gasolina e alta no diesel, com impacto líquido baixista no IPCA de 2023. Na agenda de indicadores, teremos a divulgação do IBC-BR de agosto pelo Banco Central.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)