RESPOSTA INTERNACIONAL: Conselho de Segurança da ONU não consegue acordo para corredor humanitário; Mauro Vieira disse que o Brasil vai continuar lutando por um corredor humanitário
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(Brasília-DF, 13/10/2023) Nesta sexta-feira, 13, houve uma reunião reservada do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), convocada para discutir a criação de um corredor humanitário para evacuar civis, que estão sitiados em áreas do conflito entre Israel e Hamas, terminou sem acordo.
Encontro fechado durou cerca de duas horas e tinha como tema central a criação de um corredor humanitário para evacuar civis.
Representantes de 15 países que integram o conselho se reuniram a portas fechadas, na tarde desta sexta-feira ,13, durante cerca de duas horas, para discutir a situação em Gaza. O principal tema da reunião foi a criação de um corredor humanitário para retirar civis das zonas de conflito.
Após a reunião o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, disse a jornalistas que "o Brasil tem acompanhado a situação com profunda tristeza e preocupação".
"Acreditamos que todos os esforços precisam proteger os civis, recebemos com absoluto espanto as notícias de que as forças israelenses determinaram a evacuação [de civis palestinos em Gaza] em 24 horas", disse o chanceler.
Ele acrescentou que "os integrantes e os países membros tiveram oportunidade de trocar discussões [sobre o conflito]", e disse que o Brasil vai continuar trabalhando junto a outras delegações, tendo como objetivo uma posição unificada sobre a situação.
"O Brasil acredita que o conselho deveria agir frente a um precedente de uma situação de crise e catástrofe humanitária. É preciso uma resposta imediata aos acontecimentos, para restaurar processos de paz", disse o chanceler.
"Nem israelenses nem palestinos deveriam passar sofrimento semelhante outra vez. Trouxe o apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acabar com o sofrimento dos civis no meio das hostilidades. Apelo do presidente pela libertação imediata dos reféns civis", acrescentou.
Vieira afirmou que o Brasil vai continuar promovendo o diálogo, inclusive com abertura de novas negociações.
"Prevenir mais derramamento de sangue e tentar garantir acesso humanitário urgente. As leis garantem claras diretrizes do que precisa ser feito e a questão humanitária é urgente", enfatizou o chanceler.
( da redação com agências. Edição: Genésio Araújo Jr.)