DESTAQUE DO DIA: Mercados globais sem sinais claros e no Brasil vai ter divulgado o IGP-Di mas o grande assunto será a repercussão da aprovação da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados
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(Brasília-DF, 07/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem sinais claros e no Brasil vai ser divulgado o IGP-Di de junho, mas o grande assunto vai ser a aprovação da Reforma Tributária que deve gerar grande otimismo nos mercados.
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Os mercados globais operam de lado, com os investidores aguardando o relatório de emprego dos Estados Unidos. Os futuros do S&P 500 estão praticamente estáveis, após um dia de queda ontem. Na quinta-feira (6), o relatório de ADP dos EUA, que é considerado um indicador antecedente do relatório mensal divulgado hoje, mostrou uma criação de empregos no setor privado muito acima das expectativas. Além disso, os números da pesquisa ISM do setor de serviços também surpreenderam positivamente, subindo de 50,3 em maio para 53,9 em junho.
Com a economia americana demonstrando resiliência, as bolsas globais tiveram um desempenho negativo, e as taxas de juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos subiram, indicando que o mercado espera uma postura mais rígida por parte do Fed em relação à política monetária. Na Europa, os principais mercados estão operando sem direção única, com as bolsas sendo influenciadas pelos dados macroeconômicos dos Estados Unidos. Apesar dos analistas estarem preocupados com o risco de uma desaceleração brusca da economia, a produção industrial alemã caiu 0,2% em maio em relação a abril, contrariando as expectativas de um leve aumento.
Na Ásia, os principais índices também ampliaram as perdas da semana. No entanto, destaca-se o desempenho das ações da Alibaba (ticker: BABA), que estão subindo 2,8% no pré-mercado após a Reuters informar que a China provavelmente anunciará uma multa de mais de 8 bilhões de yuans (US$ 1,1 bilhão) em sua afiliada fintech, encerrando a investigação sobre a empresa.
IBOVESPA -1.78% | 117.426 Pontos. CÂMBIO +1,65% | 4,93/USD
A semana encerra com a divulgação de importantes indicadores econômicos ao redor do mundo. No Brasil, destaca-se a divulgação do índice IGP-DI de junho, programada para as 8h. No cenário internacional, o destaque do dia é a divulgação do relatório de empregos (payroll) de junho dos Estados Unidos, previsto para as 9h30.
Os resultados do mercado de trabalho nos EUA são considerados um indicador-chave para as próximas medidas da política monetária no país. O consenso do mercado espera a criação de 225 mil postos de trabalho no mês passado, em comparação aos 339 mil de maio. Caso os resultados estejam em linha com as expectativas, é provável que o Federal Reserve (Fed) aumente suas taxas de juros em 0,25 p.p. durante sua reunião de julho.
Reforma tributária
No Brasil, após 30 anos de discussões, a Câmara dos Deputados finalmente aprovou a reforma tributária, que incide sobre os impostos sobre o consumo. Essa emenda constitucional busca unificar cinco tributos distintos em um único Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que será administrado conjuntamente por representantes da União, dos estados e dos municípios em um comitê conjunto.
Essa reforma tem potencial para trazer benefícios no âmbito macroeconômico, uma vez que visa estabelecer um sistema mais transparente, equilibrado e simplificado. Isso pode resultar na redução das taxas de litígio, dos custos de conformidade e da má alocação de capital, ajudando a impulsionar a produtividade no longo prazo. No entanto, no curto prazo, o impacto da reforma nos setores empresariais é ambíguo, pois a carga tributária pode tanto aumentar quanto diminuir, dependendo do setor. Para obter mais informações sobre o impacto em cada setor, acesse o relatório elaborado pelos analistas da XP.
Mercado no Brasil ontem
No pregão de ontem (6), o índice Ibovespa fechou em queda de 1,78%, encerrando o dia com 117.425 pontos. O dólar teve uma forte valorização em relação ao real, com uma alta de 1,64%, sendo cotado a R$ 4,93. As taxas futuras de juros fecharam novamente em alta. Embora o aumento dos juros globais tenha influenciado o mercado interno, a perspectiva de avanço da pauta econômica no Congresso Nacional contribuiu para uma desaceleração do aumento das taxas futuras. O DI Jan/24 subiu de 12,80% para 12,835%; o DI Jan/25 avançou de 10,76% para 10,80%; o DI Jan/26 escalou de 10,165% para 10,20%; e o DI Jan/27 passou de 10,205% para 10,265%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)