DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção a decisão de manter as metas de inflação e o futuro dos juros ao final do semestre
Veja os números
(Brasília-DF, 30/06/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no Brasil o Mercado avalia a decisão de manter as metas de inflação e avaliam os números da semana neste fechamento de junho.
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No último dia do semestre, os mercados iniciaram o dia em alta, com os futuros do S&P 500 e do Nasdaq subindo 0,4% e 0,5%, respectivamente. Nos últimos seis meses, o S&P 500 acumulou uma alta de mais de 14%.
Ontem, dados robustos do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos levantaram preocupações adicionais sobre o ciclo de aumento das taxas de juros no país e elevaram os rendimentos dos títulos do Tesouro americano. Após o teste do Federal Reserve (Fed) demonstrar que os principais bancos dos EUA possuem capital suficiente para enfrentar uma crise econômica grave, o índice bancário do S&P 500 fechou com uma alta de aproximadamente 2,6%. O rali do setor impulsionou os ganhos do índice ontem.
Na Europa, as principais bolsas também operam em alta, com os investidores repercutindo os dados de inflação da Zona do Euro, que vieram abaixo das expectativas. Isso também pode fortalecer a perspectiva de aumento das taxas de juros, após o Banco Central Europeu (BCE) reafirmar que o ciclo de aumento ainda não chegou ao fim e que continuará acompanhando de perto os dados econômicos. A inflação preliminar de junho desacelerou de 6,1% para 5,5% em comparação com o ano anterior, enquanto a inflação subjacente avançou de 5,3% para 5,4%. A Zona do Euro está experimentando as taxas de juros mais altas dos últimos 22 anos.
Os mercados asiáticos tiveram resultados mistos (HSI -0,1%; CSI 300 +0,5%), após o terceiro mês consecutivo de contração nos dados da atividade fabril da China em junho. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial subiu de 48,8 em maio para 49,0 em junho, enquanto o PMI de serviços recuou de 54,5 para 53,2 neste mês. Valores abaixo de 50 indicam contração na atividade econômica.
IBOVESPA +1.46% | 118.383 Pontos. CÂMBIO +0,04% | 4,85/USD
A semana encerra com a divulgação de importantes indicadores econômicos ao redor do mundo. No Brasil, as divulgações da taxa de desemprego e das estatísticas fiscais do Banco Central são destaque. No cenário internacional, o destaque do dia é a divulgação do deflator do PCE nos Estados Unidos às 9h30, considerada a medida de inflação favorita pelo Fed. O mercado aguarda um avanço de 0,1% no índice geral e de 0,4% no núcleo. Além disso, teremos o índice de sentimento do consumidor de junho, medido pela Universidade de Michigan, às 11h00, juntamente com as expectativas dos consumidores para a inflação de curto prazo (1 ano) e de médio-longo prazo (5-10 anos).
Meta de inflação
Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação para o ano de 2026 em 3,0%, mantendo a mesma meta já estabelecida para 2024 e 2025. Além disso, o CMN anunciou uma importante mudança no horizonte de convergência da meta, que passará a ser contínua a partir de 2025, não mais baseada no ano-calendário. O prazo exato para essa convergência será estabelecido posteriormente pelo Banco Central, e aguardamos a divulgação de mais detalhes por meio de um decreto presidencial.
Outro aspecto relevante é a manutenção da a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo da meta pelo CMN. Isso significa que o IPCA, índice utilizado para medir a inflação, poderá oscilar entre 1,5% e 4,5%.
A decisão de adotar uma meta contínua era esperada pela XP e pela maioria dos participantes do mercado, portanto, não altera a projeção para a taxa Selic no curto prazo. A perspectiva é de um corte de 0,25 ponto percentual em agosto, seguido por reduções de 0,50 ponto percentual nas reuniões seguintes.
Mercado no Brasil ontem
No pregão de ontem (29), o índice Ibovespa apresentou alta de 1,46%, encerrando o dia com 118.382 pontos. Ao mesmo tempo, o dólar teve uma ligeira desvalorização em relação ao real, com uma queda de 0,01%, sendo cotado a R$ 4,84.
No mercado de taxas futuras de juros, houve uma redução especialmente nos prazos mais longos, devido às declarações dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, antecipando os resultados da decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN). Nas taxas DI, o vencimento de janeiro de 2024 caiu de 12,955% para 12,92%; o vencimento de janeiro de 2025 passou de 10,97% para 10,855%; o vencimento de janeiro de 2026 diminuiu de 10,345% para 10,26%; e o vencimento de janeiro de 2027 recuou de 10,425% para 10,31%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)