DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em baixa e no Brasil, Mercado avalia os números de ontem e espera ver como será o Mercado, hoje
Veja os números
(Brasília-DF, 28/06/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em baixa e no Brasil, mercados avaliam os números divulgados ontem,27, e a íntegra da Ata do Copom
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Nos EUA, futuros negociam em baixa nessa manhã (S&P 500 -0,2%, Nasdaq -0,4%), com ações de empresas de semicondutores no negativo após notícias de que congressistas dos EUA discutem parar de vender chips voltados para soluções de inteligência artificial para a China. Entre as ações em queda no pré-mercado estão NVIDIA e AMD. Já na Europa, o Stoxx 600 sobe 0,7%, com mais otimismo entre investidores após dados macroeconômicos fortes nos EUA amenizarem temores de uma recessão. Mercados também acompanham o último dia do Fórum do Banco Central Europeu (BCE) em Portugal, que reúne presidentes de outros bancos centrais, como Jerome Powell (Federal Reserve, EUA), Christine Lagarde (BCE), Andre Bailey (BC da Inglaterra) e Kazuo Ueda (Banco do Japão), e investidores buscam mais pistas de como deve caminhar a política monetária global daqui em diante. Na China (Hang Seng +0,1%, CSI 300 -0,1%), bolsas fecharam o dia mistas depois de dados de lucros industriais, que caíram 12,6% na comparação mensal e 18,8% no acumulado do ano.
IBOVESPA -0.61% | 117.523 Pontos. CÂMBIO +0,65% | 4,80/USD
Discursos de autoridades de bancos centrais globais em último dia do Fórum do Banco Central Europeu (BCE) em Portugal, inclusive Jerome Powell, do Federal Reserve, são destaque hoje (28). Os mercados também acompanham desdobramentos de uma possível restrição do governo dos Estados Unidos à venda de soluções de inteligência artificial para a China, e ações de tecnologia caem no pré-mercado.
Ata do Copom
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou ontem a ata de sua reunião de junho, em que a taxa Selic foi mantida em 13,75%. O documento afirma que “a avaliação predominante foi (…) para iniciar um processo parcimonioso de inflexão na próxima reunião”, embora a ata chame atenção para o risco de uma “flexibilização prematura”. Em nossa visão, a ata reforça o comunicado divulgado após a reunião da semana passada, em que o Copom sinalizou que sua estratégia poderia contemplar cortes de juros daqui para frente. Assim, vemos a ata consistente com nosso cenário-base, que considera um corte de 0,25 p.p. em agosto, seguido de cortes sequenciais de 0,50 p.p.
Mercado no Brasil ontem
Com divulgação da ata do Copom e IPCA-15 no radar dos investidores, o Ibovespa teve quarto pregão seguido de queda e fechou a terça-feira caindo 0,6%, aos 117.523 pontos. O IPCA-15 de junho mostrou que as medidas de inflação subjacentes (núcleos) e a inflação de serviços seguem resistentes, rodando acima da meta. Os dados limitaram o recuo das taxas futuras de juros, que fecharam sem direção única. DI jan/24 foi de 12,995% para 12,98%; DI jan/25 passou de 10,965% para 10,97%; DI jan/26 oscilou de 10,335% para 10,31%; DI jan/27 foi de 10,32% para 10,325%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)