31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil atenção ao novo momento da reforma tributária e o fechamento dos mercados na semana

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 23/06/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil todas as atenções para a Reforma Tributária e o fechamento do mercado da semana.

 

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O dia amanhece negativo, com o mercado de ações globais caminhando para semana mais negativa em três meses. À medida que as ações caem, as taxas de juros dos Treasuries também diminuem, e o dólar registra alta, impulsionado por investidores em busca de proteção diante de preocupações com a política monetária restritiva e sinais de desaceleração da atividade econômica.

Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 operam com uma queda de 0,5%, refletindo a cautela em relação à postura ainda restritiva da política monetária. Discursos de membros do Federal Reserve, incluindo o presidente Jerome Powell, durante o dia de ontem, sinalizaram a possibilidade de continuidade do aumento das taxas de juros nos EUA. Além disso, o Banco Central da Inglaterra surpreendeu com um aumento de juros mais agressivo, de 0,50 pontos percentuais. Por outro lado, Janet Yellen afirmou que os riscos de recessão nos EUA estão diminuindo.

Na Europa, o índice Stoxx 600 reverteu suas perdas iniciais e opera de forma estável. As bolsas caíram negativamente à queda nos PMIs da região. Na Ásia, os principais índices fecharam em baixa. No Japão, o Nikkei 225 registrou queda de 1,4%, também em reação aos dados de atividade do país, com a queda no PMI de manufatura, indicando contração no setor. Hong Kong retornou do feriado hoje e o Hang Seng encerrou o dia com queda de 1,7%. Enquanto isso, os índices acionários chineses permaneceram fechados devido a um feriado.

PMI de economias desenvolvidas

No Japão, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor industrial registrou uma desaceleração, caindo de 50,6 para 49,8 pontos, enquanto o PMI do setor de serviços recuou de 55,9 para 54,2. Na Europa, observamos uma queda generalizada nos PMIs. Na Alemanha, o PMI industrial diminuiu de 43,2 para 41,0, e o PMI de serviços caiu de 57,2 para 54,1 pontos. Na Zona do Euro, o índice industrial recuou de 44,8 para 43,6 pontos, e o PMI de serviços passou de 55,1 para 52,4.

Às 10h45, teremos a divulgação dos PMIs nos Estados Unidos, com projeções de 48,5 pontos para o setor industrial e 54,0 pontos para o setor de serviços.

IBOVESPA -1.17% | 119.017 Pontos.   CÂMBIO +0,15% | 4,77/USD

Agenda do dia

A semana encerra com a divulgação de indicadores econômicos importantes no cenário internacional. Um dos destaques é o Índice de Gerente de Compras (PMI) nas economias desenvolvidas. Alemanha, Reino Unido e Zona do Euro já divulgaram seus números durante a madrugada, enquanto os Estados Unidos divulgarão seus dados ainda pela manhã.

Reforma tributária

No Brasil, o texto da Reforma Tributária foi apresentado ontem (23) pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Segundo ele, o presidente da Câmara, Arthur Lira, estaria disposto a votar a proposta no plenário da Câmara no dia 7 de julho. O texto propõe a criação de um novo imposto denominado provisoriamente de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), o qual englobaria os tributos PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

O time de economia da XP acredita que, se aprovada, essa proposta pode eliminar as distorções presentes no sistema tributário atual, resultando em impactos positivos na produtividade e no crescimento do Brasil. Além disso, espera-se um aumento na arrecadação tributária e uma redução na relação dívida/PIB, o que pode levar à diminuição do risco-país e das taxas de juros de longo prazo. Esses efeitos indiretos tendem a fortalecer o crescimento econômico, uma vez que reduzem o custo de captação de recursos para investimentos.

Mercado no Brasil ontem

No pregão de quinta-feira, o índice Ibovespa registrou uma queda de 1,23%, fechando em 120.419 pontos. No mesmo dia, o dólar apresentou uma leve valorização em relação ao real, subindo 0,09% e sendo cotado a R$ 4,77.

As taxas futuras de juros encerraram o dia com uma leve alta, um dia após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O comunicado mais contundente do que as expectativas do mercado resultou no aumento das taxas, especialmente nos vértices mais curtos da curva de juros, que são mais impactados pela política monetária. Além disso, o mercado também refletiu o aumento dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). Os movimentos foram os seguintes: DI jan/24 subiu de 13,00% para 13,085%; DI jan/25 passou de 11,09% para 11,16%; DI jan/26 teve um aumento de 10,505% para 10,525%; e DI jan/27 avançou de 10,495% para 10,515%.

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.,)