DESTAQUES DO DIA: Mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil muita expectativa sobre a reunião do Copom após a onda de notícias positivas
Veja os números
(Brasília-DF, 21/06/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil todas as atenções voltadas para o resultado da reunião do Copom após tantas notícias positivas na economia.
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Bolsas internacionais amanhecem mistas. Nos EUA, os futuros do S&P 500 negociam no zero a zero. Os principais índices americanos tiveram o segundo dia de baixa, interrompendo a sequência de altas impulsionada pelas big techs. Além da participação do presidente do Fed, Jerome Powell, em audiência no Congresso americano, investidores devem ficar atentos a discursos de outros cinco diretores do banco central dos EUA ao longo do dia. Do lado corporativo, o FedEx (FDX) cai quase 3% no pré-mercado, depois de apresentar uma projeção de lucro mais pessimista do que esperado.
As Bolsas europeias operam sem direção definida, com o Stoxx 600 negociando de lado depois que os dados de inflação ao consumidor de maio do Reino Unido vieram acima das expectativas em 8,7% a/a, aumentando pressão para que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) siga com uma postura dura. O BoE anunciará sua decisão de política monetária amanhã (22), e uma elevação na taxa de juros é amplamente esperada.
Na Ásia, os índices também fecharam mistos. No Japão, o Nikkei 225 subiu 0,6%, mas, na China, o CSI 300 e o Hang Seng fecharam em queda de 1,5% e 2,0%, respectivamente, antes de um feriado, e ainda repercutindo o corte de juros menos agressivo que do esperado.
IBOVESPA -0.20% | 119.622 Pontos. CÂMBIO +0,40% | 4,79/USD
A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) sobre a taxa básica de juros brasileira é destaque hoje (21). Também segue no radar a votação do relatório do arcabouço fiscal. O projeto, que teve algumas alterações em relação ao texto aprovado na Câmara, deve ser levado à apreciação no plenário do Senado ainda nesta quarta-feira. Lá fora, mercados devem acompanhar pronunciamento de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), no Congresso dos EUA.
Decisão do Copom
Esperamos que o Copom mantenha a taxa Selic em 13,75% pela sétima reunião consecutiva, mas o comunicado pós-decisão deve ser ajustado para incorporar a melhora recente nas perspectivas de inflação. Ao mesmo tempo, como as estimativas de inflação continuam acima da meta, o comitê tende a manter a “guarda alta”, sem se comprometer com a próxima decisão. Com isso, nosso cenário-base considera um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic em agosto, seguido de cortes de 0,50 p.p., até o juro básico atingir 11,00% no 1º trimestre de 2024. Veja mais sobre as expectativas do nosso time de macroeconomia no Esquenta do Copom.
Arcabouço fiscal no Senado
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal se reunirá para votar o relatório do arcabouço fiscal apresentado pelo relator Omar Aziz (PSD-AM). Algumas mudanças foram apresentadas em relação ao texto aprovado na Câmara dos Deputados, dentre as quais destacamos a retirada do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), da complementação da União ao Fundeb e das despesas com Ciência e Tecnologia do limite de despesas da nova regra fiscal. A nosso ver, a retirada desses itens acaba por fragilizar todo o arcabouço. Primeiro, porque essas despesas passam a crescer sem qualquer restrição. Além disso, as alterações colocam pressão sobre a possível exclusão de outras despesas do limite. Para uma análise detalhada a respeito das mudanças, clique aqui.
Mercado no Brasil ontem
Na expectativa para a decisão da Selic hoje, o Ibovespa fechou a terça-feira em queda de 0,2%, aos 119.622 pontos. O movimento de baixa foi puxado principalmente pela Vale (VALE3), que caiu 2,6% com a desvalorização nos preços do minério de ferro ao longo do dia. As taxas futuras de juros fecharam sem direção única, com o leilão do Tesouro Nacional sendo bem absorvido pelo mercado e pressionando para baixo os vencimentos mais curtos, enquanto o embate sobre o arcabouço fiscal evitou baixas também nas pontas mais longas. DI jan/24 foi de 13,015% para 13,00%; DI jan/25 passou de 11,135% para 11,095%; DI jan/26 oscilou de 10,515% para 10,525%; e DI jan/27 foi de 10,52% para 10,555%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)