31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil PNAD contínua e IBC-Br

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 28/04/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” na XP investimentos apontando que os mercados globais estão em baixa e no Brasil divulgação do PNAD contínua e IBC-Br.

 

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Mercados americanos amanhecem em queda (S&P 500 -0,3%, Nasdaq -0,3%), com os investidores ainda digerindo os resultados de ontem das companhias americanas.

O destaque da temporada de balanços de quinta-feira foi a Amazon. A companhia reverteu o prejuízo anunciado um ano antes, com destaque para o AWS, serviço de computação em nuvem da companhia, que cresceu acima do esperado, porém gerou preocupações em relação à performance e lucratividade nos próximos trimestres. Por outro lado, a Intel apresentou o pior resultado da história da companhia, com um prejuízo recorde. Hoje, Exxon Mobil e Chevron reportaram resultados no pre-market, superando as expectativas.

Na Europa, os mercados operam também em campo negativo, enquanto investidores avaliam os resultados corporativos e os dados do PIB da Zona do Euro. Em contraste, as bolsas asiáticas encerraram o dia em alta, com o Japão mantendo sua política monetária ultra-frouxa na primeira reunião presidida pelo novo governador, que também descartou suas orientações sobre as taxas de juros futuras.

Dados de atividade ao redor do mundo em pauta

Ontem foi divulgado o crescimento do PIB dos Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano, que apresentou uma expansão de 1,1% em relação ao trimestre anterior, em termos anualizados. Esse resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que esperava uma expansão de 2,0% (consenso) e 1,7% (XP) e representou uma desaceleração em relação ao crescimento registrado em 2022, que foi de 2,1%.  Para 2023, espera-se uma expansão do PIB de 0,5%, porém com contração no segundo e terceiro trimestre, o que pode marcar uma recessão técnica.

Na Zona do Euro, o PIB do primeiro trimestre de 2023, divulgado nesta manhã, apresentou um aumento de 0,1% em relação ao trimestre anterior. O resultado veio ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, que esperavam uma expansão de 0,2%, indicando que a economia deve enfraquecer ainda mais nos próximos trimestres.

 

IBOVESPA +0,60% | 102.923 Pontos. CÂMBIO -1,48% | 4,98/USD

 

Na agenda do dia, destaque para a divulgação do deflator do PCE, a medida de inflação “preferida” do Fed, com expectativa de alta de 0,1% e 0,3% para a inflação cheia e núcleo, respectivamente. O resultado será fundamental para indicar se a alta de juros promovida pela Fed está surtindo efeito nos preços e sinalizar possíveis ajustes na política monetária mais adiante.

No Brasil, teremos a divulgação do IBC-Br, com expectativa de alta de 1,2%, além dos dados da PNAD Contínua sobre emprego, em que esperamos a taxa de desemprego em 8,7%, e do resultado primário do setor público.

Mercado no Brasil ontem

Na quinta-feira (27), o índice Ibovespa fechou em alta de 0,6%, em 102.923,31 pontos, mantendo o desempenho positivo em abril. Enquanto isso, o dólar se desvalorizou em relação ao real, novamente abaixo dos R$ 5, influenciado não só por fatores internos, mas também por indicadores econômicos fracos dos Estados Unidos.

As taxas futuras de juros de curto prazo fecharam em alta, pressionadas por dados de criação de empregos bem acima das expectativas do mercado. Os vértices mais longos, por sua vez, tiveram alívio com a valorização do câmbio e a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) favorável ao governo no julgamento sobre benefícios fiscais. DI jan/24 passou de 13,215% para 13,245%; DI jan/25 subiu de 11,845% para 11,94%; DI jan/26 avançou de 11,585% para 11,65%; DI jan/27 oscilou de 11,705% para 11,72%; e DI jan/33 caiu de 12,45% para 12,37%.

Já no Brasil, a receita real do setor de serviços cresceu 1,1% em fevereiro em relação ao mês anterior, superando as expectativas do mercado. Entre os cinco setores analisados, três apresentaram crescimento, com destaque para serviços de informação e comunicação, que apresentou alta de 1,6%, enquanto serviços profissionais, administrativos e complementares caíram pelo segundo mês consecutivo (-1,0%).

Além disso, o CAGED registrou a criação de 195,2 mil vagas de emprego em março, muito acima das expectativas do mercado, com contratações disseminadas por diversos setores. Por outro lado, as demissões aumentaram em 7,6% para 1,789 milhões. Para o ano de 2023, espera-se um déficit de R$ 119,6 bilhões (-1,1% do PIB), conforme a divulgação do resultado primário do Governo Central pelo Tesouro Nacional. Os dados são reflexo principalmente da desaceleração das receitas, com reduções de alíquotas, quedas nos preços de commodities e atividade econômica mais fraca.

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)