31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil atenção para números de arrecadação e varejo e hoje com o IPCA-15

Veja os números

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 26/04/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call“ da XP Investimentos apontado que os mercados globais estão com sinais mistos e no Brasil se faz analise sobre arrecadação e vendas do varejo e o que virá com o IPCA-15.

 

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Mercados amanhecem mistos (EUA: S&P 500 +0,2%, Nasdaq 100 +1,1%; Europa -0,7%), com futuros americanos subindo após resultados positivos da Alphabet e Microsoft divulgados ontem, enquanto o mercado europeu opera em baixa pressionado por preocupações com o setor de bancos.

Ontem, o First Republic Bank despencou 49% depois do resultado na segunda-feira (24). Os depósitos do banco regional americano caíram mais de 40% nos três primeiros meses do ano, desencadeado pela recente crise bancária. A queda da ação do FRB reacendeu preocupações com o setor como um todo e pressionou outros papéis de bancos também ao longo do dia.

As bolsas da Ásia fecharam o dia mistos, com Japão caindo -0,7%, a China onshore (CSI 300) -0,1% e offshore (Hang Seng) +0,7%, também repercutindo os temores com bancos americanos.

Confiança do consumidor nos EUA

Nos Estados Unidos, o indicador de confiança do consumidor do Conference Board foi divulgado ontem, mostrando o menor nível desde julho de 2022. Embora o número indique uma melhora nas condições atuais, as perspectivas de curto prazo mostraram uma deterioração e apontam que os consumidores estão se preparando para uma possível recessão, reduzindo planos de compra de grandes eletrodomésticos nos próximos meses. Por outro lado, a venda de novas residências mostrou recuperação em março, sugerindo que o mercado imobiliário volte a crescer com a melhora nas condições depois de atingir seu mínimo.

 

IBOVESPA -0,70% | 103.220 Pontos.   CÂMBIO +0,44% | 5,06/USD

 

Na agenda de hoje, os olhos se voltam para a divulgação dos pedidos de bens duráveis e estoques de varejo nos EUA e dados de crédito no Brasil, mas o principal destaque fica para o IPCA-15, com nossa expectativa e o consenso de mercado sendo de 0,61% e 0,62%, respectivamente. O resultado será fundamental para sinalizar se as pressões inflacionárias continuam a arrefecer, abrindo espaço para um afrouxamento da política monetária no Brasil nos próximos meses.

Mercado no Brasil ontem

O Ibovespa fechou a terça em queda de -0,7%, acompanhando o mau humor dos mercados internacionais. A performance negativa do índice foi puxada por Vale (VALE3), que caiu pelo segundo dia seguido em meio à preocupações com a recuperação econômica da China e preços mais fracos do minério de ferro. A Bolsa brasileira também reagiu às falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que ao longo de audiência pública no Senado afirmou que, embora o cenário atual ainda não favoreça uma redução na taxa de juros, o BC está trabalhando para fazê-lo forma sustentável quando o momento for adequado.

As taxas futuras de juros também fecharam o dia em queda, com movimento mais acentuado nos vértices longos da curva, refletindo a demanda por ativos de proteção no exterior. DI jan/24 oscilou de 13,205% para 13,185%; DI jan/25 passou de 11,885% para 11,805%; DI jan/26 recuou de 11,70% para 11,58%; e DI jan/27 caiu de 11,86% para 11,72%.

No Brasil, tivemos a divulgação da pesquisa de vendas no varejo, que mostrou uma alta de +1,7% em fevereiro, bem acima das expectativas do mercado, porém apenas 3 das 10 atividades pesquisadas cresceram na comparação mensal. Avaliamos que as condições de crédito apertadas e alto endividamento das famílias continuarão pesando sobre a demanda por bens de consumo duráveis e semiduráveis. Por outro lado, a recuperação dos salários reais, o aumento das transferências de renda do governo e o arrefecimento da inflação devem sustentar o consumo de bens não duráveis.

Também no Brasil, a arrecadação de tributos federais mostrou queda em março de -0,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A queda nos preços de commodities, em particular nas metálicas, e a desaceleração da atividade econômica começam a afetar os resultados, e esperamos que a arrecadação continue a desacelerar nos próximos meses.

Resultados de Big Techs

A controladora do Google, Alphabet, registrou crescimento de receita de +3% em comparação com o 1T22, enquanto o lucro por ação (LPA) caiu -5% – ficando, ainda assim, acima do esperado pelo mercado. O grande destaque foi a receita de publicidade, que bateu expectativas apesar de um cenário ainda incerto. Além disso, a companhia autorizou US$ 70 bi em recompra de ações.

Já a Microsoft reportou alta de +10% A/A no LPA, e +7% A/A nas receitas. Um dos principais segmentos da companhia, a de computação em nuvem, entregou um forte crescimento de +27% A/A apesar de mostrar sinais de desaceleração. Por fim, a empresa também reforçou que vai continuar investindo em inteligência artificial.

Depois dos resultados, as ações da Alphabet e Google subiram +4% e +8%, respectivamente, no after-market. Para hoje, o destaque será o balanço da Meta após o fechamento.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)