DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem clareza e no Brasil expectativa para divulgação do IPCA-15 na semana
Veja mais
(Brasília-DF, 24/04/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais sem direção certa e no Brasil destaque o IPCA-15 referente ao mês de abril que será divulgado na quarta-feira.
Veja mais:
Mercados globais amanhecem sem direção definida (EUA -0,2% e Europa 0%), enquanto investidores aguardam o avanço da temporada de resultados e a divulgação de novos dados econômicos. Nos EUA, nesta semana, teremos a divulgação do PIB e do deflator do PCE, dados que serão importantes para a próxima reunião de política monetária do Federal Reserve. Já no campo micro, a temporada de resultados ganhará tração com a divulgação dos balanços das big techs: Meta, Alphabet, Amazon e Microsoft. Até o momento, das 88 companhias do S&P 500 que divulgaram seus balanços, 76% superaram as estimativas de lucro, segundo a Refinitiv. Na Europa o clima de negócios na Alemanha melhorou levemente, com o índice da pesquisa Ifo avançando para 93,6 pontos vs. 93,2 no mês anterior. Na agenda econômica desta semana, teremos a divulgação do PIB e confiança do consumidor da Zona do Euro. Na China, o índice de Hang Seng (-0,6%) encerra em baixa, ao passo que a temporada de resultados não acompanha o ritmo da reabertura. Segundo dados do Bank of America, o volume empresas chinesas, que decepcionaram as estimativas, foi 3 vezes maior do que as que superaram em 2022. O sentimento negativo tem corroborado para revisões baixistas nas projeções de lucros por parte dos analistas.
Globalmente, dados de atividade da China confirmaram que a recuperação econômica está em pleno vapor. O PIB do 1º trimestre desse ano cresceu 4,5%, acima das expectativas. Além disso, a produção industrial e vendas do varejo também vieram acima do esperado em 3,9% e 10,6%, respectivamente, na comparação anual, evidenciando que a China está em uma forte trajetória de recuperação. O nosso time de Economia projeta o crescimento da China em 5,6% para 2023.
Nos EUA, a temporada de resultados do 1º trimestre de 2023 começou a ganhar força. Até agora, 82 empresas do S&P 500 já reportaram e, depois de um forte início na sexta-feira passada, os resultados dos últimos dias foram mistos. Nomes como Goldman Sachs e Morgan Stanley foram os últimos grandes bancos americanos a divulgar balanços, mas os mercados reagiram negativamente ao impacto da menor atividade no mercado de capitais em ambos os casos. Por outro lado, os bancos regionais apresentaram números melhores do que temidos, com o KRE (principal ETF de bancos regionais) subindo quase 3% até o fechamento de quinta-feira, enquanto os principais índices americanos acumulam queda. Destaque também para os resultados da Tesla, cujas margens preocuparam e contaminaram o mercado. O consenso espera uma contração de lucros de 5% na comparação com o 1º tri de 2022, número que deve ser ajustado a medida que os próximos resultados forem divulgados.
Por fim, na Europa, o foco ficou para os dados de inflação. A inflação núcleo da zona do euro de março se manteve em alta de 5,7%, apesar da inflação cheia ter desacelerado fortemente para 6,9%. E no Reino Unido, a inflação ao consumidor também caiu para 10,1%, mas ainda assim foi um patamar acima das expectativas.
IBOVESPA +0,44% | 104.366 Pontos. CÂMBIO -0,55% | 5,06/USD
Mercados amanhecem negativos aguardando, principalmente, os resultados trimestrais das big techs referentes ao 1T23. Nesta semana, Amazon, Microsoft, Alphabet (Google) e Meta (Facebook) divulgam seus balanços, além de Merck e Pepsico fora do setor de tecnologia. Os dados econômicos da inflação americana também seguem nos holofotes da semana. Esses dados são essenciais para entender se o Federal Reserve, banco central americano, irá anunciar outro aumento de juros em sua próxima reunião, no início de maio. O foco principal é o crescimento do PIB do primeiro trimestre, na quinta-feira (27/04) e o PCE – medida de inflação preferida do Fed – referente ao mês de março, que será divulgado na sexta-feira (28/04).
No Brasil, a agenda da semana tem como destaque o IPCA-15 referente ao mês de abril, que será divulgado na quarta-feira (26/04).
Resumo da semana anterior
Em semana mais curta devido ao feriado de Tiradentes, o Ibovespa acumulou queda de -1,8%, com investidores cautelosos em meio à temporada de resultados nos EUA e a apresentação do arcabouço fiscal ao Congresso. O dólar comercial encerrou a semana em baixa de -2,16% a R$5,05. As taxas futuras de juros fecharam a semana em alta, com ganho de inclinação e contrariando o movimento das semanas anteriores. Em uma semana reduzida devido ao feriado de Tiradentes, o principal trigger do mercado foi o texto do arcabouço fiscal enviado pelo governo ao Congresso. DI jan/24 passou de 13,275% para 13,22%; DI jan/25 recuou de 12,115% para 11,96%; DI jan/26 caiu de 11,945% para 11,775%; e DI jan/27 cedeu de 12,09% para 11,935%.
Arcabouço fiscal no Brasil
No cenário doméstico, a atenção segue voltada para o arcabouço fiscal. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, repetiu em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo a intenção de cortar R$ 150 bilhões em benefícios tributários para empresas e pessoas físicas. O número representa, segundo o ministro, um quarto do total de benefícios anuais. O aumento das receitas é um elemento chave para o programa de consolidação fiscal anunciado pelo governo, juntamente com as regras fiscais que limitam o crescimento das despesas. Na mesma entrevista, Haddad disse ser a favor da mudança dessa meta de inflação de anual para meta móvel de 12 meses.
Resumo da Semana
Em semana mais curta devido ao feriado de Tiradentes, o Ibovespa acumulou queda de -1,8%, com investidores cautelosos em meio à temporada de resultados nos EUA e a apresentação do arcabouço fiscal ao Congresso.
No Brasil, o destaque da semana foi a entrega do governo federal ao Congresso o projeto de lei complementar do novo arcabouço fiscal. O projeto veio em linha com o que foi apresentado há algumas semanas pelo ministro da Fazenda: uma regra de limite de gastos, cuja variação está atrelada à inflação do período mais uma parcela da variação das receitas (70%), limitado a 0,6% no mínimo e 2,5% no máximo. No entanto, o detalhamento trouxe algumas novidades que acabam por fragilizar a regra, segundo o nosso time de Economia (veja mais detalhes aqui).
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)