31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem sinais claros e no Brasil só se fala da chegada do texto do “Novo Arcabouço Fiscal” ao Congresso

Veja os números

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 17/04/2023). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem muita clareza e no Brasil só se fala da chegada do “Novo Arcabouço Fiscal” o Congresso.

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Mercados globais amanhecem sem movimentos expressivos (EUA 0% e Europa +0,1%) enquanto investidores aguardam a divulgação de novos resultados, que poderão servir de termômetro para o estado econômico atual dos EUA. Nesta segunda-feira, a temporada de balanços seguirá com Charles Schwab e State Street. Na Europa, o foco ficará por conta do discurso da Christine Lagarde no Conselho de Relações Exteriores. Na China, o índice de Hang Seng (+1,7%) encerra na máxima das últimas 8 semanas, impulsionado pelo otimismo com a reabertura econômica do país.

O principal evento econômico desta semana é a divulgação dos indicadores econômicos da China. O PIB do primeiro trimestre será divulgado esta noite, o mercado projeta que o crescimento tenha acelerado para 4,0% ano a ano, de 2,9% no quarto trimestre de 2022. O governo também publicará os números da produção industrial e das vendas no varejo de março. A economia chinesa mais forte é notícia positiva para os preços das commodities e, consequentemente, para os produtores de commodities como o Brasil.

IBOVESPA -0,17% | 106.279 Pontos.  CÂMBIO -0,26% | 4,91/USD

No Brasil, analistas aguardam a proposta formal da nova regra fiscal, que será enviada ao Congresso nesta semana. Embora as principais diretrizes do novo arcabouço fiscal sejam conhecidas, ainda faltam alguns detalhes importantes, como a forma como o governo medirá o crescimento das receitas, que é um parâmetro fundamental para o crescimento das despesas no ano seguinte. No calendário econômico, o destaque é o indicador mensal de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) referente a janeiro. O consenso do mercado espera um pequeno declínio mensal de 0,1%.

Resumo da semana anterior

O Ibovespa terminou a semana em forte alta de +5,4%, maior ganho semanal do ano, aos 106.279 pontos. Essa alta foi impulsionada principalmente pela surpresa positiva do IPCA de março, que subiu 0,71% no mês passado, abaixo das expectativas de 0,77% do mercado, e que animou os investidores trazendo de volta à mesa apostas de uma antecipação do início do ciclo de corte de juros pelo Banco Central. O Dólar fechou a semana com queda de -3,12% em relação ao Real, em R$ 4,91/US$.

A curva futura de juros tiveram mais uma semana de queda, em especial os vértices mais longos. O movimento de fechamento da curva reflete, principalmente, a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no Brasil, e Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e ao Produtor (PPI), nos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas do mercado.

Em relação à semana anterior, o rendimento das Treasuries (títulos do Tesouro americano) de 2 anos passou de 3,97% para 4,08%. Já para o título de 10 anos, a taxa saiu de 3,61% para 3,74%, no mesmo período.

Resumo da Semana

O Ibovespa terminou a semana em forte alta de +5,4%, maior ganho semanal do ano, aos 106.279 pontos. Essa alta foi impulsionada principalmente pela surpresa positiva do IPCA de março, que subiu 0,71% no mês passado, abaixo das expectativas de 0,77% do mercado, e que animou os investidores trazendo de volta à mesa apostas de uma antecipação do início do ciclo de corte de juros pelo Banco Central.

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)