DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção para publicação da produção mensal do setor de serviços de janeiro (PMS)
Veja os números
(Brasília-DF, 14/04/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “ Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil, o destaque hoje será a publicação da produção mensal do setor de serviços de janeiro (PMS).
Veja mais:
Mercados globais amanhecem mistos (EUA -0,2% e Europa +0,4%) no aguardo da divulgação de balanços dos grandes bancos americanos, que dão início à temporada de resultados do 1º trimestre de 2023 hoje. O mercado projeta uma contração de lucros de 6% das empresas do S&P 500 pra esse trimestre, taxa que deve ser alterada a medida que os resultados forem divulgados ao longo da temporada. Além disso, os investidores também aguardam indicadores importantes como vendas no varejo, produção industrial, e o sentimento de consumidor dos EUA. Na Europa, as bolsas caminham para terminar a quarta semana consecutiva em território positivo, o maior período de ganhos semanais desde dezembro. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com Japão subindo +1,2%, a bolsa de Hong Kong em alta de +0,5% e as bolsas onshore chinesas (CSI 300) avançando +0,6%. O movimento acompanha as altas nos índices americanos na quinta-feira com sinais de desaceleração da inflação americana e expectativas de que os bancos centrais estão perto do fim do ciclo de alta de juros. Já os preços do petróleo e das commodities metálicas estão em alta nesta manhã, impulsionados pelo aumento da demanda da China, pelas perspectivas de restrições na oferta e pela tendência recente do dólar mais fraco.
Dados de varejo e indústria nos EUA
Na agenda de indicadores econômicos, o destaque para vendas no varejo e produção industrial dos Estados Unidos referentes a março. Os mercados esperam uma moderação no crescimento do consumo, com as vendas no varejo caindo 0,4% mês a mês.
Grandes bancos dos EUA divulgam resultados hoje
Os investidores acompanharão de perto o que os banqueiros dirão sobre as perspectivas econômicas, a qualidade do crédito ao consumidor e a perspectiva de crescimento adiante. Essas informações ajudarão a entender se o Fed (banco central dos Estados Unidos) precisa continuar elevando as taxas, ou se o aperto monetário já feito é suficiente para conter o crescimento econômico e as pressões inflacionárias.
IBOVESPA -0,40% | 106.458 Pontos. CÂMBIO -0,28% | 4,93/USD
Na agenda de hoje, grandes bancos dos EUA, como Citigroup, Wells Fargo e JP Morgan Chase reportam resultados trimestrais, fundamentais para avaliar como (e se) a recente turbulência bancária no país afetou as grandes instituições financeiras.
No Brasil, o destaque hoje será a publicação da produção mensal do setor de serviços de janeiro (PMS), importante para identificar se a desaceleração da economia está se tornando mais espalhada, ou se o setor de serviços segue resistente mesmo em meio a perda de fôlego em outras áreas.
Brasil
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem (13) em leve queda de 0,40%, após subir 6% em três pregões consecutivos, fechando aos 106.457 pontos. No Brasil, a taxa de câmbio segue se valorizando acompanhando a tendência global do dólar norte-americano e algum otimismo com a aprovação do arcabouço fiscal no Congresso. Ontem, por exemplo, o presidente Lula defendeu na China a redução do dólar como moeda de referência para o comércio internacional. Dito isso, e em linha com as baixas dos últimos três dias, o dólar fechou em queda de 0,31% em R$ 4,92.
Na Renda Fixa, as taxas futuras de juros fecharam em queda, em especial os vértices mais longos. O movimento reflete, principalmente, a divulgação do índice de preços ao produtor dos EUA (PPI, na sigla em inglês), abaixo das expectativas. Devido à forte reação do mercado, o Tesouro Direto interrompeu temporariamente as negociações do Tesouro Direto no início da manhã por cerca de 30 minutos. Adicionalmente, o leilão do Tesouro Direto de títulos prefixados, nesta quita-feita (13), ofertou um volume inferior às expectativas de participantes do mercado e, diante disto, houve retirada de prêmios na ponta longa da curva. DI jan/24 oscilou de 13,13% para 13,165%; DI jan/25 passou de 11,79% para 11,77%; DI jan/26 recuou de 11,595% para 11,535%; DI jan/27 caiu de 11,74% para 11,625%; DI jan/33 caiu de 12,56% para 12,37%.
Produção mensal do setor de serviços (PMS)
No Brasil, a produção do setor de serviços de janeiro sairá hoje. A economia brasileira perdeu fôlego recentemente, mas o setor de serviços tem se mostrado resistente. Uma surpresa negativa pode ser um sinal de que a desaceleração está se espalhando.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)