31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil atenção para resultados das vendas no varejo de janeiro e a fala do presidente do BCB Roberto Campos

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 12/04/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em positivo e no Brasil atenção para os resultados das vendas no varejo de janeiro e a fala do presidente do BCB Roberto Campos

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Bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +0,2% e Europa +0,3%) enquanto investidores aguardam os dados da inflação ao consumidor (CPI) nos EUA. Na China, o índice de Hang Seng (-0,9%) encerra em baixa, puxado pelas ações de tecnologia, que por sua vez sofreram com a notícia de um novo escrutínio regulatório em produtos e serviços com inteligência artificial.

Dados de inflação (CPI) nos EUA

A Inflação ao consumidor (IPC) dos EUA de março será publicada hoje. O consenso do mercado é de 0,2% mês a mês, com 0,4% m/m para o núcleo da inflação (que exclui itens voláteis de alimentos e energia). O número de hoje é fundamental para próximos passos da política monetária no país, mas um resultado mais forte do que o esperado hoje pode levar os mercados esperar que a alta de juros continue nas próximas reuniões de política monetária, para além da alta final esperada para a maio.

Ata da reunião de política monetária do Fed

A ata da reunião do último Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) também será divulgada hoje e deve oferecer mais pistas sobre a visão por trás da alta de 25 pontos-base do banco central após o colapso do Silicon Valley Bank e a crise que abalou o setor bancário global. Esperamos uma alta final de 0,25pp na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (FOMC), considerando que a atividade está perdendo força e a inflação parece ter atingido o pico. Ainda sobre a política monetária dos EUA, o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, disse ontem que o fim do ciclo de alta pode estar próximo, enquanto o presidente do Fed de Nova York, John Williams, observou que os próximos passos dependem dos dados.

IBOVESPA +4,29% | 106.213 Pontos.  CÂMBIO -1,15% | 5,01/USD

A agenda desta quarta-feira é marcado pelos dados da inflação ao consumidor dos EUA de março, às 9h30. Bolsas globais também aguardam hoje a publicação do Fed da ata de sua última reunião do FOMC. No Brasil, depois da reação positiva dos mercados ontem, os destaques são os resultados das vendas no varejo de janeiro e a fala do presidente do BCB Roberto Campos.

Brasil

O Ibovespa teve ontem a maior alta desde outubro do ano passado, encerrando o pregão saltando +4,29%, aos 106.213 pontos, impulsionado por diversos fatores positivos que também levaram a uma queda expressiva do dólar. O dólar fechou recuando 1,15% frente ao real, cotado a R$ 5, após chegar a operar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois meses. E na Renda Fixa, as taxas futuras de juros fecharam em queda, refletindo os números melhores do que o esperado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e as notícias relacionadas a uma restrição adicional aos gastos na proposta de arcabouço fiscal. As informações trouxeram de volta à mesa dos investidores as apostas de uma antecipação do início do ciclo de corte de juros pelo Banco Central e derrubaram as taxas dos juros futuros aos menores níveis observados desde o início de novembro. DI jan/24 recuou de 13,225% para 13,15%; DI jan/25 caiu de 11,99% para 11,805%; DI jan/26 foi de 11,86% para 11,635%; e DI jan/27 passou de 11,98% para 11,775%.

No mais, o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos, fala esta manhã em um evento da XP em Washington, DC. Os mercados vão monitorar de perto a visão do presidente sobre a política fiscal e eventuais sinais da possiblidade das taxas de juros começarem a cair ainda este ano.

Dados do IPCA de março

No Brasil, a surpresa positiva ontem foi com a divulgação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de março, que veio abaixo das expectativas (0,71% vs. consenso 0,77%), animando os investidores. Ao todo, a inflação em desaceleração e a convergência das expectativas, além do noticiário sobre o arcabouço fiscal (dando luz sobre as contas públicas brasileiras), ajudam a impulsionar a Bolsa brasileira, uma vez que abririam espaço para perspectivas de um corte de juros mais cedo.

Vendas no varejo de janeiro

Esperamos uma forte alta – 3,5% mês a mês – que compensaria os fracos resultados de dezembro. Mesmo que o número de hoje seja realmente positivo, acreditamos que a economia está desacelerando em decorrência dos juros altos e da desaceleração do mercado de trabalho.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)