31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção para entrevista de Fernando Haddad

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 06/04/2023)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil entrevista de Fernando Haddad ao mercado é bastante esperada.

 

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Bolsas internacionais amanhecem mistas (EUA -0,2% e Europa +0,5%). Investidores aguardam dados semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, que serão divulgados ainda nesta manhã, e o payroll de março, a ser divulgado amanhã,  e ajudarão a avaliar os próximos passos de política monetária do Federal Reserve. Na Europa, a produção industrial da Alemanha foi o destaque e surpreendeu positivamente ao subir 2,0% m/m em fevereiro, quando se esperava estabilidade. Na China, o índice de Hang Seng encerrou levemente positivo (+0,3%), com o PMI Caixin de Serviços do país subindo para 57,8, o nível mais alto em dois anos.

Dados de atividade econômica dos EUA

Nos Estados Unidos, indicadores de atividade surpreenderam para baixo. O Índice de Serviços ISM – medida de sentimento econômico bastante acompanhada pelos agentes de mercado – recuou de 55,1 em fevereiro para 51,2 em março. Esse resultado veio muito aquém do consenso de mercado, que apontava para 54,5. Lembrando que o patamar de 50 pontos separa crescimento de contração no setor. O destaque para o componente de preços pagos, que declinou de 65,6 para 59,5 no período, uma boa notícia para o Federal Reserve acerca do combate à inflação. 

De forma semelhante, as contratações no setor privado dos Estados Unidos desaceleraram fortemente em março, conforme divulgado ontem pela companhia de recrutamento ADP. Houve geração líquida de 145 mil empregos no mês passado, muito abaixo dos 261 mil registrados em fevereiro e do consenso de mercado de 210 mil.

 

IBOVESPA -0,88% | 100.978 Pontos.   CÂMBIO -0,65% | 5,05/USD

Em dia de véspera de feriado, os mercados aguardam uma série de dados do mercado de trabalho dos EUA. Nessa quinta-feira, destaque para os pedidos semanais de seguro-desemprego; amanhã, as atenções estarão voltadas ao relatório de emprego (nonfarm payroll) de março.

No Brasil, destaque para entrevista do ministro Fernando Haddad ainda pela manhã, e investidores esperam também pelo texto final do arcabouço fiscal que deve chegar na Câmara até o início da semana que vem.

Brasil

O Ibovespa fechou a quarta-feira (5) em baixa de -0,9%, a 100.978 pontos, em linha com a queda dos índices americanos. A Bolsa foi pressionada pelas ações de commodities depois de dados econômicos indicando desaceleração da atividade econômica global. A Petrobras (PETR4) chegou a cair 4% durante o dia com fala do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre uma mudança na política de preços da companhia. As perdas da ação foram reduzidas depois de comunicado da própria empresa reafirmando seu compromisso com a prática de preços competitivos. Além disso, as varejistas também foram pressionadas por temores de mudanças tributárias que poderiam impactar o setor. Os ativos brasileiros também foram impactados por declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, elogiando a apresentação do projeto de arcabouço fiscal.

Já o dólar, fechou o dia em queda de -0,7% cotado a R$ 5,05. E na Renda Fixa, as taxas futuras de juros fecharam em queda, especialmente nos vértices mais longos da curva. DI jan/24 passou de 13,235% para 13,22%; DI jan/25 recuou de 11,995% para 11,96%; DI jan/26 caiu de 11,875% para 11,82%; DI jan/27 cedeu de 11,99% para 11,92%; e DI jan/31 regrediu de 12,69% para 12,57%.

Macro Mensal

A equipe de Economia da XP revisou, nesta manhã, suas projeções para inflação, juros e contas públicas no Brasil. Segundo o novo cenário, o IPCA subirá 6,2% em 2023 e 5,0% em 2024. No lado fiscal, a proposta de novo arcabouço ajuda a reduzir incertezas, porém depende de medidas adicionais de receitas e um quadro macroeconômico otimista para garantir a sustentabilidade da dívida pública. Com a economia desacelerando, há expectativa de cortes de juros a partir de agosto deste ano, levando a taxa Selic para 12,00% ao final de 2023. A previsão para a taxa básica de juros ao final de 2024, entretanto, permaneceu em 11,00%. Para acessar o relatório completo, clique aqui.

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)