DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção a divulgação de pacote para aumentar a arrecadação federal em R$ 150 bi
Veja os números
(Brasília-DF, 03/04/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos aponta que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brasil vários índices vão ser divulgados e no Brasil mercado atento a anúncio de possível pacote de até R$ 150 bilhões para aumentar a arrecadação de impostos.
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Mercados globais amanhecem mistos (EUA -0,1% e Europa +0,1%) após anúncio de cortes de produção de petróleo da OPEC+ catalisar temores com uma inflação elevada mais persistente e, diminuir as expectativas de um posicionamento mais dovish do Federal Reserve. Como resultado, o rendimento das treasuries de 10 anos amanhece em alta de 2,5 pontos-base. Na Europa, o PMI de manufaturas da Alemanha recuou para 44,7 pontos vs. 46,3 do mês anterior, marcando a sua maior contração na atividade em quase 3 anos. Na China, o índice de Hang Seng (0%) encerra sem movimentos expressivos, à medida que temores de novas tensões geopolíticas entre a China e os EUA ganham força. Na sexta-feira, os reguladores de segurança cibernética iniciaram, pela primeira vez, uma investigação na empresa americana Micron. O mercado olhará atentamente o avanço deste movimento e se haverá uma deterioração no relacionamento entre os países.
Corte no petróleo
A OPEP+ anunciou um corte surpresa de petróleo superior a 1 milhão de barris por dia. Os preços do petróleo altaram próximo de 8%, enquanto as ações de companias de energia da Europa subiram. Os preços mais altos da energia renovam os temores de inflação e recessão nas economias desenvolvidas e podem forçar os bancos centrais a continuarem subindo as taxas de juros. Para o Brasil, a alta do preço do petróleo é uma má notícia para a inflação, mas ajuda a manter as receitas do governo em patamares elevados.
Consumo nos EUA
Na última sexta-feira, o núcleo do deflator do consumo (Core PCE deflator, a medida de inflação preferida do banco central) aumentou 0,30% mês a mês em fevereiro, em linha com nossas expectativas, embora abaixo do consenso de mercado (consenso: 0,4%; XP: 0,32%). A variação anual caiu de 4,67% em janeiro para 4,60% em fevereiro. O índice de bens aumentou 0,15% (recuperando parcialmente da tendência deflacionária no 2S22), embora a variação anual ainda tenha diminuído consideravelmente de 4,72% para 3,63%. Enquanto isso, a inflação de serviços ficou em 0,32%, com a variação anual aumentando ligeiramente de 5,64% para 5,70%. Apesar dos números mais fracos em fevereiro em comparação com janeiro, o retorno anual ajustado sazonalmente de três meses para o núcleo do PCE aumentou de 4,56% para 4,88% e permanece bem acima da meta de 2%. Do lado da atividade, a renda pessoal aumentou 0,32% m/m (consenso: 0,2% m/m), enquanto o rendimento pessoal disponível aumentou 0,46% m/m. Além disso, as despesas de consumo pessoal (PCE) aumentaram 0,15% m/m, abaixo das expectativas (0,3% m/m). A variação anual do consumo desacelerou de 8,20% para 7,60%. Apesar do crescimento ter moderado em meio a uma política monetária mais apertada, o consumo continua robusto nos EUA. No entanto, esperamos que a atividade perca força daqui para frente, refletindo condições financeiras mais restritivas e os efeitos da turbulência no setor bancário;
IBOVESPA -1,77% | 101.882 Pontos. CÂMBIO -0,61% | 5,07/USD
Nos destaques da semana temos as sondagens empresariais ISM dos EUA – ISM Manufaturas hoje e ISM Serviços na quarta-feira – e os tão esperados números do mercado de trabalho de março, na sexta-feira;
No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anuncia esta semana um pacote de até R$ 150 bilhões para aumentar a arrecadação de impostos. O foco será fechar brechas que permitem que certos setores paguem menos impostos do que outros.
Resumo da semana anterior
O principal índice da bolsa brasileira terminou a semana com queda de 2,91%, aos 102.123 pontos, fechando o primeiro trimestre de 2023 com uma queda de 7,16%. Enquanto o dólar, após apresentar uma queda de 0,57% na sexta, encerrou a semana aos R$ 5,06. A curva futura de juros encerrou a semana com uma singela alta nos vértices curtos e em queda nos vencimentos mais longos. As pressões altistas refletem, principalmente, (i) a ata da última reunião de política monetária do Banco Central; e (ii) as incertezas relacionadas à proposta do arcabouço fiscal. Por outro lado, a demanda de investidores estrangeiros e uma pressão menor do cenário externo contribuíram para o recuo das taxas longas.
Em relação à semana anterior, o rendimento das Treasuries (títulos do Tesouro americano) de 2 anos passaram de 3,76% para 4,06% nesta sexta-feira. Já no caso das Treasuries de 10 anos, as taxas passaram de 3,38% para 3,48%.
Petróleo sobe com corte de produção da Opep. No Brasil, governo vai anunciar medidas para aumentar arrecadação em até R$ 150 bilhões
A OPEP+ anunciou um corte surpresa de petróleo superior a 1 milhão de barris por dia. Os preços do petróleo altaram próximo de 8%, enquanto as ações de companias de energia da Europa subiram. Os preços mais altos da energia renovam os temores de inflação e recessão nas economias desenvolvidas e podem forçar os bancos centrais a continuarem subindo as taxas de juros. Para o Brasil, a alta do preço do petróleo é uma má notícia para a inflação, mas ajuda a manter as receitas do governo em patamares elevados;
Na última sexta-feira, o núcleo do deflator do consumo (Core PCE deflator, a medida de inflação preferida do banco central) aumentou 0,30% mês a mês em fevereiro, em linha com nossas expectativas, embora abaixo do consenso de mercado (consenso: 0,4%; XP: 0,32%). A variação anual caiu de 4,67% em janeiro para 4,60% em fevereiro. O índice de bens aumentou 0,15% (recuperando parcialmente da tendência deflacionária no 2S22), embora a variação anual ainda tenha diminuído consideravelmente de 4,72% para 3,63%. Enquanto isso, a inflação de serviços ficou em 0,32%, com a variação anual aumentando ligeiramente de 5,64% para 5,70%. Apesar dos números mais fracos em fevereiro em comparação com janeiro, o retorno anual ajustado sazonalmente de três meses para o núcleo do PCE aumentou de 4,56% para 4,88% e permanece bem acima da meta de 2%. Do lado da atividade, a renda pessoal aumentou 0,32% m/m (consenso: 0,2% m/m), enquanto o rendimento pessoal disponível aumentou 0,46% m/m. Além disso, as despesas de consumo pessoal (PCE) aumentaram 0,15% m/m, abaixo das expectativas (0,3% m/m). A variação anual do consumo desacelerou de 8,20% para 7,60%. Apesar do crescimento ter moderado em meio a uma política monetária mais apertada, o consumo continua robusto nos EUA. No entanto, esperamos que a atividade perca força daqui para frente, refletindo condições financeiras mais restritivas e os efeitos da turbulência no setor bancário;
Para esta semana, os destaques desta semana são as sondagens empresariais ISM dos EUA – ISM Manufaturas hoje e ISM Serviços na quarta-feira – e os tão esperados números do mercado de trabalho de março, na sexta-feira;
No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anuncia esta semana um pacote de até R$ 150 bilhões para aumentar a arrecadação de impostos. O foco será fechar brechas que permitem que certos setores paguem menos impostos do que outros. O tema é de particular interesse para os mercados de ações, pois alguns setores da bolsa podem ser atingidos pelas medidas. O aumento da arrecadação é parte fundamental do plano de ajuste fiscal do governo anunciado na semana passada, que promete levar o resultado primário fiscal de -1,0% neste ano para +1,0% até o final do governo Lula.
Resumo da Semana
Em semana de grande importância para a política monetária global, o Ibovespa encerrou em queda de -3,1% aos 98.829 pontos. Como destaque em performance na semana, BB Seguridade (BBSE3) subiu 2%, com os juros altos beneficiando a performance da companhia. Já na ponta oposta, Locaweb (LWSA3) teve queda de quase 25%, após seus resultados do 4T22 decepcionarem o mercado.
No Brasil, o Copom manteve a taxa Selic em 13,75%, pela quinta reunião consecutiva, conforme amplamente esperado. No comunicado pós-reunião, o comitê reafirmou que segue vigilante e que sua estratégia atual consiste em manter a taxa Selic no patamar atual por um longo período. Além disso, o banco central continuou afirmando que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado. Nossa equipe de Economia da XP mantém o cenário de que a taxa Selic permanecerá em 13,75% até o final do ano. No entanto, pontuam que, se a atividade econômica desacelerar mais do que o esperado – especialmente pelos eventos de instabilidade no sistema financeiro –, poderemos observar um ciclo de cortes graduais na taxa básica a partir do segundo semestre. Sobre inflação, o IPCA-15 ficou em 0,69% em março, desacelerando na comparação com o mês anterior e dando sinais ligeiramente benignos para o mercado.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)