31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil com Lula aqui se espera algo sobre o Novo Arcabouço Fiscal

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 27/03/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no Brasil só se fala no Mercado que o fato do presidente Lula ter ficado no Brasil possa ter solução para o Novo Arcabouço Fiscal.

 

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Mercados globais amanhecem positivos (EUA +0,5% e Europa +1,2%) à medida que novas sinalizações de suporte ao setor bancário nos EUA aliviam parcialmente os temores com a crise. Na última sexta-feira, a Bloomberg relatou que as autoridades americanas estão considerando expandir os empréstimos de emergência para bancos em necessidade de ampliar a liquidez nos balanços. Além disso, Janet Yellen afirmou que as ações tomadas para apoiar os clientes do Silicon Valley Bank e Signature Bank podem ser tomadas novamente no futuro, caso necessário. Na Europa, o clima também segue de cautela e preocupações com a estabilidade do setor financeiro após turbulência no CDS e nas ações do Deutsche Bank. Na China, o índice de Hang Seng (-1,8%) encerra em baixa, em meio a preocupações com o ritmo da recuperação econômica do país e resultados das companhias abaixo do esperado.

 

IBOVESPA +0,92% | 98.829 Pontos.   CÂMBIO -0,74% | 5,25/USD

Será uma semana movimentada nos EUA. Diversas autoridades do Fed – o banco central americano –  falam publicamente, o que ajudará os mercados a prever os próximos passos da política monetária. O PIB de 2022 será publicado na quinta-feira e o deflator dos gastos com consumo de fevereiro, o medidor de inflação favorito do Fed, sai na sexta-feira.

No Brasil, o presidente Lula adiou sua viagem à China por motivos de saúde. Com Lula e o ministro da Fazenda Haddad no Brasil, aumentam as chances de que a proposta do novo quadro fiscal seja anunciada nesta semana. Outro evento bastante aguardado é a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, na terça-feira. Muitos indicadores econômicos, além do relatório trimestral de inflação do Banco Central, serão publicados esta semana no país.

Resumo da semana anterior

O principal índice da bolsa brasileira terminou a semana com queda de -3,09% aos 98.829 pontos, impulsionada pelo tom mais duro do Banco Central brasileiro em sua decisão. Enquanto o dólar, recuou 0,3% frente ao real, encerrando semana aos R$ 5,25. A curva futura de juros também encerrou a semana novamente em queda. No entanto, os vértices curtos apresentaram um leve aumento em decorrência da comunicação mais conservadora da autoridade monetária

Em relação à semana anterior, o rendimento das Treasuries (Tesouro americano) de 2 anos passaram de 3,81% para 3,76% nesta sexta-feira. Já no caso das Treasuries de 10 anos, as taxas mantiveram-se próximas da estabilidade, passando de 3,39% para 3,38% no comparativo semanal.

Resumo da Semana

Em semana de grande importância para a política monetária global, o Ibovespa encerrou em queda de -3,1% aos 98.829 pontos. Como destaque em performance na semana, BB Seguridade (BBSE3) subiu 2%, com os juros altos beneficiando a performance da companhia. Já na ponta oposta, Locaweb (LWSA3) teve queda de quase 25%, após seus resultados do 4T22 decepcionarem o mercado.

No Brasil, o Copom manteve a taxa Selic em 13,75%, pela quinta reunião consecutiva, conforme amplamente esperado. No comunicado pós-reunião, o comitê reafirmou que segue vigilante e que sua estratégia atual consiste em manter a taxa Selic no patamar atual por um longo período. Além disso, o banco central continuou afirmando que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado. Nossa equipe de Economia da XP mantém o cenário de que a taxa Selic permanecerá em 13,75% até o final do ano. No entanto, pontuam que, se a atividade econômica desacelerar mais do que o esperado – especialmente pelos eventos de instabilidade no sistema financeiro –, poderemos observar um ciclo de cortes graduais na taxa básica a partir do segundo semestre. Sobre inflação, o IPCA-15 ficou em 0,69% em março, desacelerando na comparação com o mês anterior e dando sinais ligeiramente benignos para o mercado.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)