DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil mercado atento ao IGP-10 e Sondagem do PIB
Veja os números
(Brasília-DF, 17/01/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” apontando que os mercados globais em negativo e no Brasil expectativa do IGP-1- e Sondagem do PIB assim como declarações de Tebet sobre avaliação dos programas.
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Os mercados globais amanhecem negativos (EUA -0,3% e Europa -0,2%) enquanto investidores aguardam novas divulgações de resultados e pronunciamento de membro do Federal Reserve. Nesta terça-feira, a temporada de balanços nos EUA seguirá com Goldman Sachs, Morgan Stanley e United Airlines. Das 29 empresas do S&P 500 que reportaram até agora, 24 superaram as expectativas de lucros dos analistas. Ainda em solo americano, hoje teremos o pronunciamento do John Williams – presidente do Federal Reserve de Nova York.
Na Europa, Philip Lane, economista chefe do BCE, disse que as taxas de juros terão que entrar em território restritivo para trazer a inflação de volta à meta. A fala da autoridade derrubou expectativas de uma possível desaceleração no ritmo das altas de juros no continente europeu.
Na China, o índice de Hang Seng (-0,8%) encerra em baixa, após a China registrar um crescimento do PIB de 3% em 2022, seu segundo ritmo de crescimento mais lento desde 1976. O crescimento econômico da China em 2022 foi duramente impactado por restrições rígidas contra a Covid-19 e uma crise no mercado imobiliário. O mercado agora especula se os dados fracos podem aumentar a pressão sobre o governo local para aumentar o volume de estímulos este ano.
Mais sobre a Europa
Após dados melhores que o esperado no mercado de trabalho do Reino Unido e no sentimento do consumidor na Alemanha, o membro do Conselho do Banco Central Europeu, Mario Centeno, disse em Davos que a economia da zona do euro está tendo um desempenho melhor do que muitos esperavam diante da inflação recorde e da crise energética que eclodiu depois que a Rússia atacou a Ucrânia.
Dados da China divulgados hoje mostraram que o crescimento na segunda maior economia do mundo desacelerou acentuadamente no quarto trimestre de 2022 devido a restrições rigorosas por conta da Covid, mas ainda assim registrou variação acima das expectativas. O crescimento para 2022 foi de 3,0%, acima da mediana das expectativas (2,7%), mas bem abaixo da meta oficial de cerca de 5,5%.
IBOVESPA +1,5% | 109.212 Pontos. CÂMBIO +0,83% | 5,15/USD
Brasil
No Brasil, sem destaques na agenda de indicadores. O Ibovespa fechou a segunda-feira (16) em queda de 1,54%, aos 109.212 pontos em outra dia dominado por preocupações com os desdobramentos do caso Americanas. Houve impacto negativo também pela queda nos preços do minério de ferro e do petróleo, além do feriado nos Estados Unidos, reduzindo o volume de compradores estrangeiros.
Já o dólar fechou em alta de 0,83%, cotado a R$5,15, enquanto as taxas futuras de juros também fecharam em alta, diante de um cenário em que as projeções de inflação de prazos mais longos, capturadas pelo Relatório Focus do Banco Central, seguem avançando a cada semana. Além disso, rumores de que o governo estuda promover um reajuste do salário mínimo para além dos R$ 1.320 previstos no Orçamento aprovado pelo Congresso também pressionaram os ativos locais ao longo da tarde. DI jan/24 subiu de 13,42% para 13,54%; DI jan/25 avançou de 12,41% para 12,635%; DI jan/26 passou de 12,225% para 12,495% e a DI jan/27 foi de 12,20% para 12,48%.
Em entrevista ao Estadão, a ministra do planejamento, Simone Tebet, defendeu a avaliação de programas existentes, disse que o pacote fiscal anunciado na semana passada é ‘insuficiente’ e que mais alguns poderão vir.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)