DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem muita clareza, enquanto no Brasil mercado avalia as medidas econômicas anunciadas pelo Governo e divulgação do IBC-Br de novembro
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(Brasília-DF, 13/01/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando sem muita clareza no Brasil, o Mercado avalia as medidas anunciada pelo ministro Fernando Haddad, em parceria com Simone Tebet. Hoje, também, é dia de divulgação do IBC-Br de novembro de 2022.
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Mercados amanhecem sem direção definida, ainda reverberando os dados da inflação americana e com investidores se preparando para o início da temporada de resultados do 4T22 das empresas americanas, iniciada pela divulgação dos balanços de grandes bancos.
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Mercados globais amanhecem sem direção definida (EUA 0% e Europa +0,6%) enquanto investidores digerem os últimos dados da inflação ao consumidor e aguardam o início da temporada de resultados nos EUA, nesta sexta-feira. A inflação ao consumidor (CPI) continuou em tendência de baixa e registrou uma variação anual de 6,5%. Ainda em solo americano, hoje teremos o início da temporada de resultados nos EUA, com Bank of America, J.P. Morgan, Citigroup e Wells Fargo divulgando seus balanços. Na Europa, a produção industrial da Zona do Euro aumentou 1% mês a mês, superando as expectativas de um aumento de 0,4% esperado pelo consenso. Na China, o índice de Hang Seng (+1,0%) encerra em alta, reverberando o contínuo otimismo com a reabertura e com o aumento do apetite por risco à medida que o mercado aposta na desaceleração da alta dos juros nos EUA. Dados de importação e exportação também vieram melhores que o esperado, as exportações caíram 9,9% a/a vs. 10% das projeções e as importações recuaram 7,5% a/a vs. 9,8% do consenso.
Índice de Preços ao Consumidor dos EUA
O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA caiu para o nível mais baixo desde o final de 2021 em dezembro. Dados oficiais mostraram que o índice de preços ao consumidor caiu 0,1% em relação a novembro, levando a variação anual para 6,5%, ante 7,1% no mês anterior. A queda mensal do índice ficou abaixo das previsões dos analistas, mas a taxa anual ficou em linha com o consenso. O declínio no índice de preços catalisou apostas em uma desaceleração na próxima alta de juros do Fed. Investidores agora apostam em uma probabilidade de 91% de uma alta de 25 pontos-base vs. 77% antes da divulgação do dado, segundo a Reuters. Ainda assim, os diretores do Fed permanecem alinhados em relação a novos aumentos – seja qual for o tamanho – e um destino final em algum lugar acima de 5%.
IBOVESPA -0,6% | 111.850 Pontos. CÂMBIO -1,6% | 5,10/USD
.No Brasil, o Banco Central divulga hoje o IBC-Br de novembro, considerado uma prévia do PIB.
Brasil
O Ibovespa fechou em queda de -0,59%, a 111.850 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira interrompeu uma sequência de seis altas, em um pregão marcado pelo escândalo contábil envolvendo a Americanas (AMER3). O dólar comercial caiu -1,55%, a R$ 5,10. As taxas futuras de juros fecharam perto da estabilidade, em dia marcado pelas primeiras medidas da equipe econômica do novo governo e pelos dados de inflação dos Estados Unidos. DI jan/24 caiu de 13,55% para 13,52%; DI/25 recuou de 12,555% para 12,505%; DI jan/26 passou de 12,34% para 12,29% e DI jan/27 sai de 12,305% para 12,255%.
Medidas econômicas no Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as primeiras medidas da pasta para reduzir o rombo nas contas públicas, principalmente com foco no aumento de arrecadação. As principais medidas foram a exclusão do ICMS da base de cálculo dos créditos tributários (R$ 30 bilhões), programa de incentivo extraordinário para redução da litigiosidade e denúncias espontâneas (R$ 70 bilhões), revisão de gastos e contratos (R$ 25 bilhões) e execução de gastos abaixo do autorizado no orçamento (R$ 25 bilhões). O ministro também reforçou a volta do retorno das alíquotas de PIS/Cofins sobre receitas financeiras e gasolina/etanol neste ano e a utilização do fundo PIS/Pasep. As medidas melhorariam o saldo primário do governo central em cerca de R$ 243 bilhões, mas há muita incerteza sobre sua aprovação e eficácia. O time de economia da XP espera um impacto da ordem de R$ 83 bilhões, o que pode levar o déficit primário de R$ 167 bilhões (1,6% do PIB) para R$ 84 bilhões (0,8% do PIB) neste ano.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)