31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil mercados aguardam anúncios do Governo Federal

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 11.01.2023) A Política Real teve acesso ao relatório “moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no Brasil atenção para o resultado da inflação e mercados aguardam anúncios do Governo Federal.

 

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As bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +0,2% e Europa +0,6%), repercutindo o discurso de Jerome Powell feito na véspera, que foi mais modesto do que o esperado pelo mercado, sem sinalizações de maior magnitude de aumento da taxa de juros, mas mantido o tom duro em relação à inflação.

Mercados globais aguardam dados da inflação ao consumidor (CPI) nos EUA. O consenso do mercado espera que a inflação americana siga em tendência de baixa e recue para 6,6% no acumulado dos últimos 12 meses.

Nesta terça-feira, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, não deu detalhes sobre o futuro da política monetária. O presidente apenas sinalizou que trazer a inflação para a meta irá requerer medidas impopulares no curto prazo, à medida que a alta dos juros desacelera a economia. No entanto, a comunicação recente dos membros do banco central – com tom hawkish – aponta para continuidade do ciclo de aperto.

Reabertura da China segue forte

Na China, o índice de Hang Seng (+0,5%) encerra em alta, reverberando o otimismo com a reabertura e o possível fim do escrutínio regulatório sobre as empresas de tecnologia. Investidores começam a especular sobre um possível pico no volume de infecções, ao passo que os índices de mobilidade começam a melhorar. Além disso, algumas cidades como Henan, já estão relatando que 90% de sua população já foi infectada, sugerindo que a imunidade de rebanho pode estar próxima. Em termos de regulação, o governo municipal de Hangzhou, onde fica a sede do Alibaba, assinou um acordo na terça-feira para promover uma cooperação estratégica com a gigante do comércio eletrônico. O anúncio sucedeu um comentário no fim de semana pontuando que as restrições no setor tecnologia estão chegando ao fim.

Na agenda econômica chinesa também teremos os dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) nesta quarta-feira.

IBOVESPA +1,55% | 110.816 Pontos.  CÂMBIO -1,06% | 5,20/USD

As bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +0,2% e Europa +0,6%), repercutindo o discurso de Jerome Powell feito na véspera, que foi mais modesto do que o esperado pelo mercado, sem sinalizações de maior magnitude de aumento da taxa de juros, mas mantido o tom duro em relação à inflação.

No cenário local, o noticiário político ainda segue movimentado, em decorrência da invasão da sede dos Três Poderes, mas vem voltando à pauta econômica. Ontem (10) foi divulgada a inflação (IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de dezembro, que ficou acima do esperado, e também a inflação anual de 2022 superou o teto da meta mais uma vez, o que demandou justificativa pelo Banco Central.

Com uma agenda esvaziada de indicadores, os investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos amanhã, e no Brasil, hoje será divulgada a Pesquisa Mensal de Comércio de novembro – vendas no varejo.

Brasil

O Ibovespa fechou em alta expressiva no pregão da terça-feira (10), de 1,55%, em um mix de notícias internas e externas, tendo as ações de commodities como destaque, no contexto da reabertura chinesa. O dólar caiu 1,06%, a R$ 5,20. As taxas futuras de juros também fecharam em queda nos vértices mais longos, seguindo a tendência do pregão anterior. Apesar da surpresa altista com o IPCA, a leitura majoritária do mercado foi a de que as altas inesperadas no índice foram relacionadas a Black Friday, o que não deve alterar os planos do BC para a política monetária. Além disso, os agentes financeiros aguardam o anúncio de medidas econômicas por parte do governo. DI jan/24 saiu de 13,585% para 13,60%; DI jan/25 12,78% para 12,695%; DI jan/26 passou de 12,68% para 12,52% e o DI jan/27 passou de 12,70% para 12,52%

Brasil: mais um ano de inflação acima da meta

A inflação (IPCA) divulgada ontem pelo IBGE subiu 0,62% em dezembro ante novembro, muito acima da nossa estimativa e do consenso de mercado (0,46% e 0,45%, respectivamente). Cerca de metade do desvio entre nossa expectativa e o resultado efetivo decorreu do aumento mais acentuado nos preços de higiene pessoal, explicado pela recomposição de preços após descontos da campanha Black Friday, além da influência das vendas de Natal. As medidas de núcleo e difusão da inflação também surpreenderam para cima.

Já na comparação anual, o IPCA registrou alta de 5,79% em 2022, muito abaixo da taxa de 10,1% observada em 2021, porém superior à meta anual do Banco Central (3,50%). Em carta aberta, endereçada ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, justificou o estouro da meta da inflação pelo segundo ano seguido, sendo a inflação originada em 2021 como o principal fator. Nosso time de Economia da XP reforça o cenário de desinflação gradual, em linha com a normalização das cadeias de suprimentos, acomodação dos preços das commodities e desaceleração da demanda doméstica. Projetamos alta de 5,4% para o IPCA de 2023, tendo como premissa o retorno da tributação federal – PIS/COFINS – sobre combustíveis a partir de março (impacto ao redor de 0,50pp).

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)