31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil atenção para a divulgação do IPCA de 2022

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 10/01/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil expectativa para divulgação do IPCA do ano de 2022.

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No dia de hoje, as bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,1% e Europa -0,6%) à medida que o sentimento dos investidores continua a ser impactado pela narrativa do Federal Reserve. Dois membros do Fed, Mary Daly e Raphael Bostic, pontuaram nessa segunda-feira que esperam que a taxa de juros americana suba acima de 5%, reforçando o tom contracionista em relação à política monetária nos EUA.

Apesar dos discursos, os diretores do Fed continuam adotando cautela para lidar com a inflação e relutam em reduzir o ritmo ou parar de subir as taxas de juros por receio de que a inflação se consolide em patamares muito elevados.

Na Europa, o economista-chefe do Banco da Inglaterra, Huw Pill, afirmou que o Reino Unido corre o risco de uma pressão inflacionária persistente por conta de um mercado de trabalho apertado mesmo que os preços do gás natural se estabilizem ou caiam, implicando que novos aumentos nas taxas de juros podem ser necessários.

Na China, o índice Hang Seng (-0,3%) encerra em leve baixa, após seu melhor início de ano desde 1999.

Desemprego na Europa

Na zona do euro, a taxa de desemprego permaneceu inalterada em um nível mínimo recorde de 6,5% em novembro, em linha com as expectativas. Em termos absolutos, entretanto, o número de desempregados caiu, um sinal de que o mercado de trabalho continua apertado.

 

IBOVESPA +0,15% | 109.130 Pontos.   CÂMBIO +0,56% | 5,25/USD

O noticiário brasileiro continua focado nos eventos pós invasão da sede dos três poderes em Brasília. Os acampamentos em frente aos quarteis das forças armadas foram desmontados, mas não foram verificados maiores incidentes, apesar da defesa de bloqueio de refinarias por alguns dos invasores. Assim, os efeitos sobre ativos brasileiros foram limitados e o debate deve retornar às medidas econômicas do governo em breve.

Na pauta internacional, investidores aguardam o pronunciamento de Jerome Powell hoje que pode fortalecer as apostas de uma elevação de 25 bps na reunião do FOMC de fevereiro.

Brasil

Apesar dos episódios de violência política na Praça dos Três Poderes, em Brasília, o índice Ibovespa subiu 0,15% nessa segunda-feira (09/01), encerrando o pregão aos 109.130 pontos. Por sua vez, o dólar teve leve alta de +0,56% e as taxas futuras de juros fecharam em queda. A visão momentânea dos participantes do mercado, é que a resposta das instituições brasileiras ao ocorrido ontem foi satisfatória. DI jan/24 saiu de 13,595% para 13,575%; DI jan/25 de 12,85% para 12,785%; DI jan/26 foi de 13,775% para 13,7% e o DI jan/27 passou de 12,79% para 12,71%.

IPCA de dezembro

Ainda em solo brasileiro, haverá hoje a divulgação do IPCA de dezembro, na qual o mercado espera uma alta de 0,45% puxado pela recomposição de preços de bens após a Black Friday parcialmente compensado pela queda de preços de combustíveis.

Mercado em Gráfico

Neste domingo (8), o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) foram invadidos e depredados por manifestantes, gerando temores sobre uma crise constitucional. A invasão dos Três Poderes foi contida pela polícia em algumas horas, e os manifestantes foram retirados dos edifícios do governo. Com uma resposta rápida e dura de autoridades do governo contra as invasões, a Bolsa brasileira não foi significativamente impactada e encerrou o segunda-feira (9) em leve alta de 0,2%. Já o dólar registrou leve alta de 0,4%, reforçando que o risco político não ficou nos holofotes do mercado. Manifestações desse cunho já foram vistas no passado recente, como a invasão do Capitólio nos EUA no dia 6 de janeiro de 2021 e a Invasão ao Congresso no dia 17 de junho de 2013 – ambas também rapidamente contidas pelas autoridades e sem impactos muito relevantes para os mercado. Nessas duas datas, após a invasão do Capitólio, o S&P 500 subiu 0,6% e registrou nova alta histórica – impulsionado por políticas fiscais expansionistas e o Ibovespa registrou alta de 0,8% no pregão após a invasão do Congresso Nacional em 2013. A principal consequência para os atos de domingo, além de uma potencial piora da percepção de risco por investidores estrangeiros, é um adiamento da agenda econômica.Para se proteger no cenário de riscos fiscais e eventuais riscos políticos, manter-se diversificado segue sendo a melhor estratégia.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)