31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil expectativa de contenção de atos antidemocráticos não influencie os ativos

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 09/01/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” apontando os mercados globais em sinais positivos e no Brasil expectativa de que a conteção dos atos antidemocráticos não influencie nos ativos.

 

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Os mercados globais amanhecem positivos (EUA +0,4% e Europa +0,4%), impulsionados pela reabertura da China e expectativas de uma desaceleração no ritmo de alta da taxa de juros americana. Nos EUA, a pesquisa do setor de manufaturas, ISM, registrou 49,6 pontos em dezembro, seu menor valor desde 2020, indicando que a economia americana está desacelerando. Além disso, o relatório do mercado de trabalho da sexta-feira revelou que a inflação de salários está diminuindo, o que, combinado a desaceleração econômica, revitalizou as esperanças de uma possível desaceleração no ritmo das altas de juros nos EUA. Na China, o índice de Hang Seng (+1,9%) encerrou em alta, com fim dos requisitos de quarentena para viajantes neste domingo em Hong Kong. Já no primeiro dia de reabertura, cerca de 45 mil pessoas cruzaram a fronteira de Hong Kong com a China continental, segundo dados de imigração

China dá mais um passo de reabertura econômica

No fim de semana, a China abandonou seus controles de fronteira pandêmicos, abrindo seu perímetro que estava praticamente fechado desde o início da pandemia do=a COVID-19. Isso provavelmente resultará em um impulso para a atividade econômica do país, o que teria um impacto mais amplo, dada a importância da China como motor de crescimento regional e como um mercado-chave para os exportadores europeus.

Dados econômicos da Alemanha melhoram

Somando-se às notícias positivas estão os dados divulgados hoje cedo, que mostraram que a produção industrial na Alemanha aumentou em novembro, reforçando as esperanças de que a tão esperada recessão na região possa ser apenas superficial. No entanto, os ganhos são limitados, quatro em cada dez empresas alemãs ainda esperam que os negócios encolham em 2023.

IBOVESPA +1,23% | 108.963 Pontos.  CÂMBIO -2,16% | 5,23/USD

O foco das atenções do mercado deverá ser a reação aos ataques em Brasília no domingo, 8. Lá fora, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em bolsa americana, amanheceu caindo quase 2% no pré-mercado na contramão dos mercados internacionais que começam o dia em alta. Na agenda econômica, serão divulgados o IPCA de dezembro, PMC e PMS de novembro, e o IBC-Br – proxy do PIB – referente ao mesmo mês.

No cenário internacional, teremos o início da temporada de resultados do 4º trimestre de 2022 das empresas americanas, com grandes bancos divulgando seus balanços a partir da sexta-feira, 13. Na seara econômica, os destaques serão a inflação ao consumidor (CPI) dos EUA de dezembro e o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. Na China, há a expectativa da divulgação de diversos dados, como o PIB do 4º trimestre, dados de atividade econômica e inflação de dezembro. Na Zona do Euro, será divulgada a produção industrial de novembro.

Ataques anticonstitucionais marcaram o domingo no Brasil

No Brasil, manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília e promoveram depredação sem precedentes ao patrimônio público. As autoridades retomaram os prédios na noite de ontem e fizeram dezenas de prisões. Como resposta, Lula decretou intervenção federal sobre a segurança pública do DF até o final de janeiro, enquanto o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afastou o governador do estado, Ibaneis Rocha, por 90 dias.

Com a situação contida, esperamos efeito limitado sobre os ativos brasileiros, apesar da forte repercussão negativa.

Resumo da Semana

Na primeira semana do ano de 2023 foi marcada por bastante volatilidade refletindo o cenário político local. A semana iniciou com fortes perdas, com o mercado reagindo ao discurso de posse do presidente Lula e de outros representantes do governo, que aumentaram as preocupações em relação à dinâmica da dívida pública nos próximos anos e temores sobre eventual revogação de leis e reformas. Porém,  as perdas foram reduzidas depois que Lula adotou um tom buscando maior alinhamento entre os ministros do novo governo além de um mercado externo mais favorável na sexta-feira, após o relatório do emprego dos EUA que animou investidores globais. Com isso, o Ibovespa conseguiu apagar grande parte das perdas e terminou a semana em leve queda de -0,7% aos 109 mil pontos.

O Dólar fechou a semana com baixa de 1,0% em relação ao Real, em R$ 5,23/US$. Na Renda Fixa, a primeira semana do ano também encerrou com uma clima mais avesso a risco, com as taxas de juros futuras registrando elevação por toda a extensão da curva em comparação à semana anterior. Além disso, a Renda Fixa contou com novidades na seara regulatória neste início de ano: passaram a valer a Marcação a Mercado para os títulos de Crédito Privado e Públicos, bem como a Resolução CVM 160. DI jan/24 saiu de 13,70% para 13,595%; DI jan/25 de 13,135% para 12,85%; DI jan/26 foi de 13,055% para 13,775% e o DI jan/27 passou de 13,075% para 12,79%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)